sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Claudinha explica por que foi melhor treinar fora do país e esquece título

Claudinha Gadelha gosta de dizer que aprendeu "a ser mais má". Nos vídeos promocionais para enfrentar a norte-americana Cortney Casey, no UFC deste sábado (19), no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, a lutadora diz que mudou bastante. Especialmente depois de ser derrotada para Joanna Jedrzejczyk, em junho, na disputa do cinturão peso-palha.

Desde o revés, ela deixou a academia Nova União, no Rio de Janeiro, e foi para os Estados Unidos para treinar com uma das referências mundiais quando o assunto é treinar MMA: a equipe de Greg Jackson, mentor de nomes como Jon Jones e Holly Holm.

"Eu sempre joguei muito o jiu-jitsu, que é de onde eu vim. E eu estou agora aprendendo a bater mais, é isso que me deixou mais má. Eu quero englobar outras artes no meu jogo. A Nova União é uma academia gigante, referência também. Mas eu precisava mudar e isso foi conversado bastante com o Dedé Pederneiras (treinador da Nova União)", explicou.

"Mas ficar fora do Brasil também me ajuda para outras coisas. Eu consigo focar só na minha adversária, só na luta. Aqui, eu ficava em casa, estressada com várias coisas, com trânsito, com chegar na academia... A vida aqui é bem mais difícil. Lá, eu consigo desenvolver um trabalho melhor, estar com a mente mais tranquila", completou.

Além de mudar seu foco nos treinos, Claudinha disse ter reconhecido o principal erro para ter sido derrotada por Joanna: o excesso de treinos. Ela dobrou o número de semanas de treinamento e acabou "sem gás", como gostam de dizer os lutadores.





Prometendo que não cairá mais no mesmo erro, a brasileira disse estar empolgada para voltar a lutar dentro de casa. A primeira e única vez havia sido no UFC 190, no Rio de Janeiro.

Claudinha conta com o apoio do público para voltar a vencer, mas prefere não falar em cinturão. A vitória de Joanna contra a também polonesa Karolina Kowalkiewicz, no UFC 205, em Nova York, atrapalhou bastante a vida da brasileira.

"Para falar a verdade, para mim, seria melhor que a Joanna tivesse sido derrotada e eu poderia desafiar a vencedora. Mas agora eu não vejo mais ninguém que possa ganhar dela na nossa categoria. Então vou ficar aqui fazendo lutas emocionantes e ver o que acontece", finalizou.

Por: Danilo Lavieri e Jorge Corrêa/UOL
Foto: Reprodução

Nenhum comentário:

Postar um comentário