quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Defesa de Wand pede acordo e NAC adia julgamento para 17 de dezembro

O futuro de Wanderlei Silva continua indefinido. Atendendo à determinação da justiça comum dos Estados Unidos, a Comissão Atlética de Nevada realizou, nesta segunda-feira, em Las Vegas, uma audiência disciplinar para reavaliar a punição dada ao lutador em maio passado. Wand não compareceu à reunião e foi representado pelo advogado Ross Goodman, que entregou aos membros da comissão um pedido de acordo. Como o documento não fazia parte da ata da audiência, ele só será analisado na próxima reunião do órgão, marcada para o dia 17 de dezembro.

- Entregamos um pedido de acordo à Comissão Atlética de Nevada para que o processo seja excluído do banco de dados da entidade e para que a punição dada ao Wanderlei seja extinta - declarou o advogado, ao Combate.com, após a discussão do item.

Esta é a segunda vez que o caso do lutador é adiado pelo órgão. O “Cachorro Louco" havia sido banido do esporte e multado em US$ 70 mil (R$ 266 mil) por ter fugido de antidoping surpresa em maio de 2014. O lutador, no entanto, entrou na justiça comum dos EUA e conseguiu reverter a punição. Na oportunidade, a juíza Kerry Earley, de Nevada, entendeu que a NAC agiu com excesso de autoridade, sem “embasar a decisão em evidências substanciais”, e ordenou que o órgão realizasse nova audiência disciplinar, então agendada para outubro.





A discussão do futuro do lutador, no entanto, acabou sendo adiada para novembro, porque o advogado de Wand não recebeu documentos relevantes para o caso com tempo suficiente de preparar a defesa.

Em maio do ano passado, a comissão enviou um representante para a academia do brasileiro, em Las Vegas, para realizar um exame antidoping surpresa antes de sua luta agendada contra Chael Sonnen. Wand desapareceu do local sem fazer o exame e sem se explicar. Em audiência em junho, ele revelou que fugiu do local porque estava usando diuréticos, substâncias proibidas pelo código da WADA (Agência Mundial Antidoping) e afirmou não ter entendido os documentos, que estavam em inglês.

Por: Evelyn Rodrigues/Combate
Foto: Evelyn Rodrigues

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