sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Pezão celebra presença do "amuleto" Ronda na Austrália: "Deu sorte no Rio"

A fé acompanha Antônio Pezão desde a época em que ele era criança, na cidade de Campina Grande, no Rio Grande do Norte. As orações e a religiosidade, porém, terão que dividir as atenções com um amuleto, neste sábado, quando no brasileiro enfrentará Mark Hunt, no UFC Austrália. O talismã em questão é Ronda Rousey, estrela desta edição, e que atuou no UFC Rio 7, em agosto, no mesmo card que o peso-pesado voltou a vencer na organização após dois anos e meio.

Solícito mesmo com a diferença de horário entre Austrália e Brasil, Pezão declarou ao Combate.com que espera que "Rowdy" lhe dê sorte, assim como aconteceu três meses atrás.

- Eu acho muito bom estar no mesmo evento que ela. A Ronda me deu sorte em agosto e novamente estamos no mesmo card. Tomara que ela seja um amuleto legal (risos). Ela é uma pessoa maravilhosa, uma grande atleta, é uma honra estar no mesmo show que ela. Poucos têm a personalidade e o pensamento dela. A Ronda atende crianças, idosos, é muito humilde. Quando é chamada, tira foto, conversa. Eu fico feliz de ver um ser humano chegar onde ela chegou.

O atleta da American Top Team enxerga, ainda, outro benefício de estar no evento liderado pela campeã peso-galo, adversária de Holly Holm. Ele afirma que os holofotes se concentram na campeã, deixando-o mais à vontade para trabalhar.

- Fica tudo voltado para ela, temos mais tempo no quarto para descansar, treinar. Se ficamos 15 minutos dando entrevista, ela fica 45, e descansamos na outra meia hora. É maravilhoso (risos).

Amuletos à parte, Pezão sabe que o treinamento feito nos últimos meses é que vai definir o sucesso de sua performance ao reencontrar Mark Hunt. Com Fedor Emelianenko, Cain Velásquez e Alistair Overeem no currículo, o brasileiro afirma que o neozelandês foi o oponente mais duro que já encarou.





 Ele vem de duas derrotas, o que indica que estará com bastante fome e sede para a tentar a vitória. Ele irá para o tudo ou nada, porque tem a pressão às costas
Antônio Pezão

- É um trocador nato, faz isso desde sempre. É o cara mais duro e com a mão mais dura que enfrentei nesses anos de carreira. Ele é imprevisível, às vezes, você pensa que ele está cansado, parte para cima, e leva um golpe. O Hunt só caminha para a frente. Ele vem de duas derrotas, o que indica que estará com bastante fome e sede para a tentar a vitória. Ele irá para o tudo ou nada, porque tem a pressão às costas, estará lutando para uma quantidade de gente que jamais existiu no UFC. Tenho que estar ligado, esperto - comentou.

Sem apostar no desfecho do combate, Pezão espera, ao menos, que o empate decretado quando se enfrentaram, em dezembro de 2013, num duelo memorável, não se repita.

- A gente sempre quer uma vitória contundente, mas é difícil saber o que pode acontecer. Daquela vez tentei botá-lo para o chão e não consegui, fazendo um grande confronto em pé. Não estou visualizando como possa ser a vitória, se vai ser nocaute ou finalização. Farei o que treinei e prometo dar o meu melhor.

UFC 193
14 de novembro, em Melbourne (AUS)

CARD PRINCIPAL - a partir de 1h (horário de Brasília)

Peso-galo: Ronda Rousey x Holly Holm
Peso-palha: Joanna Jedrzejczyk x Valerie Letourneau
Peso-pesado: Mark Hunt x Antônio Pezão
Peso-médio: Uriah Hall x Robert Whittaker
Peso-pesado: Stefan Struve x Jared Rosholt

CARD PRELIMINAR - a partir de 21h15 (horário de Brasília)

Peso-leve: Jake Matthews x Akbarh Arreola
Peso-meio-médio: Kyle Noke x Peter Sobotta
Peso-meio-pesado: Anthony Perosh x Gian Villante
Peso-mosca: Richie Vaculik x Danny Martinez
Peso-médio: Daniel Kelly x Steve Montgomery
Peso-meio-médio: Richard Walsh x Steven Kennedy
Peso-meio-médio: James Moontasri x Anton Zafir
Peso-mosca: Ben Nguyen x Ryan Benoit

Por: Marcelo Barone/Combate
Foto: UFC

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