quinta-feira, 19 de novembro de 2015

José Aldo acha que Ronda não voltará a lutar MMA para se dedicar ao cinema

Campeão peso-pena do UFC, José Aldo não teve dúvidas ao ser perguntado se acreditava que, após a derrota por nocaute para Holly Holm no UFC 193, Ronda Rousey voltaria a lutar e recuperaria o cinturão peso-galo da organização. Para Aldo, que conversou com a imprensa em um evento de mídia na sua academia, na Zona Sul do Rio de Janeiro nesta quarta-feira, a possibilidade é remota.

- Acho muito difícil (recuperar o cinturão), acho difícil até ela voltar a lutar. Com o rumo que a carreira dela tomou, se eu estivesse ganhando dinheiro fazendo filmes e outras coisas, ia partir para esse lado. Vou estragar meu rosto levando soco na cara? "Tá" louco! (risos).

Para Aldo, a situação de Ronda se assemelha à de outra campeã de MMA que migrou para as telas de cinema e nunca mais voltou a lutar: Gina Carano. O brasileiro acredita que o caminho das telas é de difícil retorno.

- Para mim, acho que não (volta). Se voltar, claro que pode (recuperar o cinturão), porque sempre foi lutadora. Mas, se fosse eu, não voltaria. Vejo muito como a história da Gina (Carano) também. Ela era uma grande lutadora mas, quando perdeu para a Cris (Cyborg), foi para o cinema, e está sobressaindo mais como atriz do que se estivesse lutando. Não faz dieta, não leva soco na cara... Acho que o legado que a Ronda deixa é muito grande. Ela mudou o MMA feminino. Botou essa coisa que ninguém imaginava, o próprio Dana White dizia que nunca ia ter (no UFC), e teve. Esse é o legado dela, fez muito pelo MMA feminino.

Aldo também disse que não se surpreendeu com a vitória de Holly Holm na luta principal do UFC 193. Segundo ele, o caminho que a luta tomou foi muito favorável à nova campeã.

- Não (me surpreendeu). A Holly Holm foi multicampeã no boxe, e jogou o jogo dela em pé. Não só eu, mas todo mundo sabia que, se ficasse em pé, a Holm venceria a luta - disse Aldo.

Visto como grande favorito para derrotar Conor McGregor no UFC 194, dia 12 de dezembro, em Las Vegas, Aldo garantiu que não tirou nenhuma lição da derrota de Ronda. Para ele, o MMA masculino está mais evoluído que o feminino, e um especialista em uma só modalidade não consegue mais dominar o esporte como Ronda vinha fazendo entre as mulheres.





- Não tirei lição alguma. Primeiramente, porque, para mim, o MMA feminino é uma coisa muito nova. Enquanto tiver uma pessoa com uma especialidade muito grande, vai ser dominante. Se você for ver, sem comparar nada, o Royce Gracie para mim foi um mito, mas ele sobressaía por ser muito bom no jiu-jítsu e só ele ter o jiu-jítsu. O MMA feminino é isso. A Ronda é uma grande campeã, eu a respeito, mas acho que o homem já é muito alto nível, não são nivelados só por uma modalidade. Não tem isso de "sou judoca e só pego o braço". Tem que estar bem em cima, no chão, onde a luta cair. Eu gosto do MMA feminino, gosto mais de assistir luta feminina do que masculina. As mulheres entram lá e caem na porrada, porque é uma coisa muito nova.

UFC 194
12 de dezembro, em Las Vegas (EUA)

CARD PRINCIPAL - a partir de 1h (horário de Brasília)

Peso-pena: José Aldo x Conor McGregor
Peso-médio: Chris Weidman x Luke Rockhold
Peso-médio: Ronaldo Jacaré x Yoel Romero
Peso-meio-médio: Demian Maia x Gunnar Nelson
Peso-pena: Max Holloway x Jeremy Stephens

CARD PRELIMINAR - a partir de 22h (horário de Brasília)

Peso-galo: Urijah Faber x Frankie Saenz
Peso-palha: Tecia Torres x Michelle Waterson
Peso-meio-médio: Warlley Alves x Colby Covington
Peso-leve: Léo Santos x Kevin Lee
Peso-leve: Joe Proctor x Magomed Mustafaev
Peso-leve: John Makdessi x Yancy Medeiros
Peso-meio-médio: Court McGee x Márcio Lyoto

Por: Adriano Albuquerque e Marcelo Barone/Combate
Foto: Divulgação

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