domingo, 8 de novembro de 2015

Cowboy consegue nocautaço e embala no UFC; sonolento, Maldonado perde outra

O brasileiro Alex Cowboy embalou no UFC. Depois de ser chamado às pressas mais de uma vez e somar duas vitórias e uma derrota, agora já são três triunfos consecutivos para ele, que é um ex-peão de boiadeiro. Contra o polonês Piotr Hallmann, ele fez um bom primeiro round, caiu de produção no segundo, mas com um soco potente de direita definiu o triunfo.

Cowboy e o polonês começaram o combate na trocação franca, com o brasileiro tirando vantagem de sua maior envergadura e já machucando o rosto do rival. Cowboy acabou apostando em tentar derrubar Hallmann, mas não teve sucesso, ainda assim, manteve a boa vantagem no assalto.

No segundo round, os lutadores já se mostravam mais cansados. O brasileiro acabou encurtando a distância, em vez de usar seu maior tamanho, e acabou derrubado pelo polonês, vendo a luta ficar em risco.

No terceiro round, veio o golpe derradeiro. Uma direita potente pegou no queixo de Hallmann e foi o suficiente para o gringo cair e o nocaute ser decretado.

"Estou muito feliz. Fui contratado este ano e foram quatro lutas, com três vitórias, graças a Deus. A gente tem que deixar algo pra mais tarde, quando precisar, tinha que ter uma carta na manga. Com uma dessa, ele apaga", afirmou o brasileiro.

Alex Cowboy Oliveira, ex-peão de boiadeiro, fez sua primeira luta com preparação completa, já que sempre era chamado às pressas para salvar cards. Nessas condições, perdeu sua estreia para Durinho, mas venceu as duas lutas seguintes, tornando-se um queridinho do Ultimate e do público. Já Piotr chegou ameaçado de demissão, com quatro derrotas nas últimas três lutas – dois revezes seguidos antes de lutar em SP.



Conhecido por combates sangrentos e empolgantes, o paulista Fabio Maldonado abriu o card principal do UFC de São Paulo, na madrugada deste domingo, com uma performance sonolenta. Ele acabou derrotado por pontos pelo campeão do TUF 19 Corey Anderson, sendo dominado principalmente nas quedas, mas até em pé, sua especialidade.

Os lutadores começaram o combate se estudando na trocação, mas com um minuto Anderson conseguiu levar Maldonado para o chão – o ponto fraco do brasileiro. O paulista conseguiu se levantar, mas tomou golpes fortes do norte-americano e ainda fechou o round tomando outra queda. Maldonado voltou com tudo para o segundo round, mas Corey amarrou a luta e desacelerou o ritmo.

Pouco mudou no terceiro assalto. Maldonado até acertou dois ou três bons socos, mas nada que fizesse frente ao jogo de wrestling de Corey Anderson, que o derrubou mais vezes e assegurou uma vitória fácil.

Maldonado, que já fez uma luta principal em São Paulo, mas sofreu um nocaute relâmpago de Stipe Miocic, entrou no octógono pressionado, já que perdeu para Quinton Rampage em abril. Aos 35 anos, ele precisa de bons resultados para provar que ainda tem gás para lutar no UFC.





O paulista de Sorocaba sempre teve como arma o boxe, modalidade em que foi profissional e somou mais de duas dezenas de vitórias, antes de embarcar no MMA. Desta vez, nem ele adiantou, já que Maldonado ficou muito plantado no octógono, chegando a deixar a guarda aberta frente ao norte-americano.

Corey Anderson, lutador mais jovem, com 26 anos, entrou como substituto no card, com menos de três semanas de preparação, para apenas sua oitava luta na carreira – antes, venceu seis e perdeu uma. Tem como principal feito ter vencido o TUF 19, nos EUA.

A 1ª derrota de Durinho
Gilbert Durinho, pupilo de Vitor Belfort, começou sua luta conseguindo boas quedas contra o russo Rashid Magomedov, mas ainda sem conseguir evoluir com seu jiu-jítsu. De volta à trocação, tomou alguns golpes, mas não se abalou. No segundo round, a coisa não foi tão bem. Paciente, o russo foi golpeando com mãos e pés e castigando Durinho, que mostrou sentir o momento.

Sob os gritos da torcida, ele até tentou no terceiro assalto, mas não conseguiu mudar a história, sofrendo o revés por pontos. Foi a primeira derrota de sua carreira, que estava perfeita.

Para Magomedov, a vitória virou trinca: ele já havia vencido Rodrigo Damm e Elias Silverio, ambos brasileiros, em suas lutas anteriores a essa. Ele segue sem perder desde 2010 e chega a quatro triunfos no UFC.

Por: Jorge Corrêa e Maurício Dehò/UOL Esporte
Foto: UFC

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