quinta-feira, 29 de outubro de 2015

NAC adia o julgamento e futuro de Wand deve ser definido em novembro

A Comissão Atlética de Nevada adiou a reunião que vai discutir o futuro de Wanderlei Silva. O lutador, que havia sido banido do esporte e multado em US$ 70 mil (cerca de R$ 245 mil) por ter fugido de um exame antidoping surpresa em maio de 2014, conseguir reverter a punição na justiça comum dos EUA, em maio passado, e deveria ter sido julgado novamente em audiência disciplinar nesta quinta-feira, na sede do órgão, em Las Vegas, nos EUA.

Wand não compareceu à reunião e foi representado por seu advogado, Ross Goodman, que, logo no início, reclamou de ter recebido um documento necessário para a audiência apenas às 16h de quarta-feira, quando a lei americana afirma que ele deveria ter recebido tais documentos com 10 dias de antecedência para preparar sua defesa. O vice-procurador geral de Nevada, Christopher Eccles, explicou que só encaminhou o documento no dia anterior porque foi quando recebeu os papeis.

O advogado de Wanderlei também ressaltou que gostaria de interrogar Kirk Hendrick, diretor jurídico da Zuffa (empresa detentora do UFC), que não estava presente, e explicou que não recebeu um depoimento importante para o caso. A comissária Pat Lundvall argumentou que tal depoimento não era relevante para o caso, mas o chairman da comissão, Francisco Aguilar, recomendou o adiamento o julgamento, até que Goodman receba todos os documentos necessários para preparar a defesa de Wand.

Com isso, o futuro do lutador deve ser julgado apenas na próxima reunião do órgão, em novembro.





Membros da Culinary Union protestam em prol de Nick Diaz

Logo no início da reunião, membros da Culinary Union (sindicato dos trabalhadores nos setores de alimentação, jogos e hotelaria em Nevada) protestaram na entrada do prédio da NAC e adentraram a reunião para fazer comentários na sessão de participação popular. Dois representantes da entidade fizeram uso da palavra ao microfone, e um deles, inclusive, pediu para a comissão rever a punição contra o lutador Nick Diaz, que foi suspenso por cinco anos por ter testado positivo para metabólitos de maconha no exame antidoping pós UFC 183, em janeiro.

- A decisão da comissão contra Nick Diaz foi arbitrária e nós exigimos que vocês revejam essa punição injusta contra Nick Diaz - declarou um dos representantes do órgão.

Após a manifestação pública, os protestantes deixaram a reunião, que prosseguiu com os demais itens da agenda.

Por:  Evelyn Rodrigues/Combate
Foto: Evelyn Rodrigues

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