sexta-feira, 22 de maio de 2015

Sem TRT, Belfort apresenta mais testosterona do que Weidman; médico garante ser possível

A notícia que pegou os fãs de MMA de surpresa na última quinta-feira (21) ainda deve dar o que falar. Usuário da terapia de reposição de testosterona por anos, o brasileiro Vitor Belfort, que foi impedido de se tratar com a TRT no início de 2014, apresentou índices considerados normais, ou seja, acima do mínimo que corresponderia ao sintoma da insuficiência de produção do hormônio (hipogonadismo). E, para chocar ainda mais, seu rival Chris Weidman apresentou índices menores do que os seus.

Os exames foram cedidos pela Comissão Atlética de Nevada a pedido da reportagem da Ag. Fight e neles ficam claros que o carioca foi submetido aos exames nos dias 16 de março e 28 de abril e, apesar de oscilarem nos resultados – 12 ng/ml e 5 ng/ml, respectivamente -, ambos garantem taxas normais ao desafiante ao cinturão dos pesos médios (84 kg), que também não apresentou nenhum indício de uso de esteroides ou qualquer outra substância ilícita.

Com os dados em mãos, duas perguntas não se calam. Vitor estaria, então, fazendo uso da TRT sem a necessidade (como forma de manter seus índices de testosterona os mais elevados possíveis) ou teria descoberto alguma forma de elevar a produção de hormônio? Questionado pela reportagem, o dr. Aranha, médico que aconselha Maurício ‘Shogun’, Wanderlei Silva e John Lineker, entre outros renomados astros do MMA, garantiu que nenhuma das opções faz sentido no momento.

“Não tem como saber se aquele não era um período em que a testosterona estava baixa. Numa dessas, estava baixa e foi diagnosticado hipo, mas pode ter sido apenas um período.

A testosterona é variável. Num dia está bom, no outro não o cara não dorme direito, tem stress, treina demais...”, afirmou, garantindo que qualquer julgamento sobre o caso seria injusto com o atleta.





Aos 38 anos, Belfort também chamou a atenção por apresentar índices superiores ao do invicto adversário, campeão do UFC, que cravou 3,7 ng/ml nos exames dos dias 30 de março e 27 de abril. Outro ponto que, de acordo com o médico fisiologista, levaria a julgamentos precipitados.

“O Weidman está com a testosterona menor, e o LH de ambos está normal. Se eles estivessem tomando qualquer coisa antes, o LH estaria zerado, o que mostra que eles não estavam tomando nada, nem que fosse uma droga de ação rápida. Eles estão normais em todos os índices. O hemograma, diretamente ligado à resistência, de ambos está normal, mais eles estão baixos”, apontou o doutor.

Por fim, resta saber se quando diagnosticado com hipogonadismo Vitor estava, de fato, com acompanhamento adequado e supervisionado de forma correta. Afinal, de acordo com as indicações de Aranha, fatores extra octógono como noites mal dormidas, mudança de alimentação e de treinamento e até seguidos problemas pessoais influenciariam diretamente na taxa de produção do hormônio.

“Não dá para eu confirmar que uma pessoa fazia TRT, parou e subiu. Ele pode ficar seis meses com testosterona baixa e depois subir. É preciso um acompanhamento de até dois para constatar de existe o hipogonadismo”, finalizou.

Por: Ag. Fight
Foto: UFC

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