quarta-feira, 20 de maio de 2015

Brasileiro que quase finalizou Weidman revela que deu dicas para Belfort

Chris Weidman ganhou dimensão mundial quando destronou Anderson Silva do posto de campeão dos médios e passou por Lyoto Machida, em sua segunda defesa de cinturão. No entanto, outro brasileiro, pouco conhecido do público, também ficou frente a frente com o "All American", quase conseguiu uma finalização e viu de perto o "nascimento" do americano que ainda nem estava no Ultimate. Trata-se de Valdir Araújo.

Em entrevista ao LANCE!, o atleta da equipe Blackzilians, a mesma de Vitor Belfort, próximo adversário de Weidman deste sábado, no UFC 187, revelou que após o confronto diante do americano, em dezembro de 2010, não esperava que ele chegasse tão rápido ao topo.

- Naquela época não dava para imaginar que ele seria campeão, mas logo depois que o enfrentei e ele estreou no UFC, com uma boa atuação, vi que era um top e com certeza brigaria pelo título, já que mostrou ter um grande talento. Só não sabia que ele chegaria campeão dessa maneira tão rápida e fulminante - afirmou o lutador, em entrevista exclusiva ao L!.
Sobre as qualidades do pupilo de Ray Longo, Araújo garantiu que seu ponto forte é o físico, já que tem grande estrutura, além do wrestling de altíssimo nível. No entanto, ao ver suas apresentações no octógono, admitiu que ele ainda está em fase de evolução.





- Até hoje o que ele conserva bem é o físico, já que é bem forte e tem um wrestling afiado demais. Mas agora ele ganhou muito mais experiência no Ultimate, tem se soltado mais em outros aspectos da luta e ainda está evoluindo bastante - disse o peso meio-médio.

Companheiro de Vitor Belfort em academia que é localizada na Flórida, Valdir revelou que fez sparring com o Fenômeno para esse combate e pode dar dicas ao compatriota. Segundo ele, o carioca pode aproveitar a confiança de Weidman na trocação para vencê-lo.

- Não acompanhei todo o camp do Vitor e do Anthony, mas bem no comecinho, eu fiz um sparring com o Vitor, troquei uma ideia com ele e avisei que o forte do Weidman era colocar na grade, fazer o clinche, colocar para baixo e cansar o adversário. Mas agora o Weidman está mais confiante na trocação e isso pode ser melhor para o Vitor, porque pode aproveitar mais brechas nessa área - completou o brasileiro, que tem 14 vitórias e cinco derrotas na carreira.

Por: Carlos Antunes/Lancenet
Foto: Divulgação

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