quinta-feira, 28 de maio de 2015

Assunção chama TJ de novato: "Não vai ficar muito tempo com o cinturão"

Sem lutar desde outubro do ano passado, Raphael Assunção estava escalado para enfrentar Urijah Faber no UFC Rio 6, que aconteceu dia 21 de março, no Maracanãzinho, mas uma lesão no tornozelo direito o tirou da luta. Recuperado, o brasileiro já voltou a treinar 100% e espera voltar a pisar no octógono o quanto antes, preferencialmente contra o vencedor de TJ Dillashaw e Renan Barão, que se enfrentam no dia 25 de julho em Chicago, em duelo válido pelo cinturão da divisão.

- Estou treinando duro há três semanas e estou pronto para o que der e vier. Recebi uma mensagem fantasma do meu empresário dizendo "Esteja em forma e pronto para lutar" e estou obedecendo. Vou estar pronto para o dia 25 de julho, pois vai que um dos dois não entre para lutar. O Barão já teve problemas com peso antes, né? Por que não estar preparado? - declarou em entrevista ao Combate.com.

Assunção, aliás, só pensa no acerto de contas com o atleta do Team Alpha Male. Os dois já se enfrentaram em outubro de 2013, em Barueri, em um duelo bastante equilibrado que acabou com a vitória do brasileiro na decisão dividida.

- Eu ainda penso muito nessa luta, porque foi apertada. O Dillashaw é muito novato para ficar com esse cinturão. Tanto eu quanto o Barão temos mais experiência do que ele, já passamos por muito mais coisas. Ele está falando bastante desde que se tornou campeão, está capitalizando nesse momento e tem que fazer isso mesmo, mas não vai ficar muito tempo com o cinturão - garantiu.
Terceiro colocado no ranking peso-galo do Ultimate, Raphael não esconde a preferência por Dillashaw vencer o duelo de 25 de julho contra Renan Barão:





- Eu não tenho muito palpite para o resultado. Vi a primeira luta entre eles ao vivo e o Dillashaw tinha vencido os três primeiros rounds. Nesse segundo combate não acredito que o Barão vai deixá-lo com essa vantagem toda. O TJ acabou vencendo por nocaute técnico, mas mesmo que tivesse perdido os últimos dois rounds já tinha garantido a vitória. Para mim será melhor se o TJ ganhar, porque eu já lutei contra ele, temos uma história e eu acredito que poderia desafiá-lo mais facilmente. Já ganhei dele, conheço o jogo dele. O meu estilo casa bem com o dele, acho que ele fica meio perdido com o meu jogo. Sou compatriota do Barão, mas sou profissional, não tenho o que falar, quero logo desafiar esse americano.

Se a chance ao título não acontecer em seguida, Assunção não faz ideia de quem possa enfrentar na sequência. Justamente por isso, o brasileiro pensa em, talvez, buscar uma superluta:

- Venho de sete vitórias seguidas na divisão, não acho que nenhuma outra luta faça sentido agora para mim se não for o cinturão, mas gostaria que a minha chance acontecesse de forma natural. Provavelmente eu tenha que fazer mais uma luta, de novo... A minha carreira é longa, são 23 vitórias e quatro derrotas e eu acho que mereço fazer uma superluta. O duelo contra o Faber não aconteceu porque eu machuquei o tornozelo seis horas depois de assinar o contrato, mas eu estaria disposto a enfrentá-lo novamente ou a buscar uma luta na divisão de cima para, depois de vencer, desafiar o campeão da minha divisão. É a única coisa que faz sentido na minha cabeça agora. Muita gente diz que eu não mereço, mas mesmo quem fala isso sabe que a chance ao título deveria ser minha na sequência - finaliza.

Por: Evelyn Rodrigues/Combate
Foto: Reinaldo Canato

Nenhum comentário:

Postar um comentário