quarta-feira, 22 de abril de 2015

Formiga foca nos treinos de muay thai por primeiro nocaute na carreira

Após lesionar o joelho na reta final de preparação para luta contra John Moraga, em novembro do ano passado, Jussier Formiga visualiza no combate contra Wilson Reis, dia 30 de maio, no UFC Goiânia, uma chance de conquistar seu primeiro nocaute no MMA. Para isso, o potiguar, faixa-preta de jiu-jítsu, acredita que os treinos de muay thai com os companheiros de Nova União o habilitam para apresentar uma grande evolução na trocação dentro do octógono.

Com um cartel de 17 vitórias, sendo oito por finalização e nove por decisão dos juízes, além de três derrotas, Jussier Formiga sabe que uma vitória sobre o compatriota é fundamental para mantê-lo bem ranqueado entre os pesos-moscas (até 57,1kg). A meta estabelecida pelo atleta, atualmente número cinco do ranking da divisão no UFC, é disputar o cinturão. Embalado por duas boas vitórias, o lutador pretende apresentar uma estratégia ainda mais agressiva em pé para ficar mais próximo do objetivo.





- Eu pratico jiu-jítsu desde os meus 13 anos, mas eu luto MMA e, por isso, treino bastante muay thai e boxe na Nova União. Só tem fera na luta em pé na equipe: José Aldo, Renan Barão, Dudu Dantas, que são conhecidos por essa agressividade. Então, vejo minhas lutas passadas, analiso onde errei, onde posso melhorar, e coloco em prática nos treinamentos. O instinto natural é levar a luta para baixo, mas vou sufocar em cima. A chave é a constante movimentação, sempre andar para frente e não deixar ele respirar. Não posso relaxar um segundo porque o adversário tem suas qualidades também. Vou mostrar em Goiânia que posso levar perigo também em pé - contou o potiguar.

Wilson Reis possui um cartel de 19 vitórias e cinco derrotas. Assim como Formiga, seus triunfos estão divididos entre finalizações - nove - e decisões dos juízes - dez -. O potiguar estuda as armas que Wilson costuma apresentar dentro do octógono para não ser surpreendido pelo oponente.

- Infelizmente, vai ser uma luta contra um compatriota e a torcida acaba ficando dividida. Mapeei bem o adversário e conheço bastante ele. Sei que é faixa-preta de jiu-jítsu também, além de uma mão pesada. Se ele vier para o jogo de chão, me sinto confortável. Se ele quiser a trocação, estou muito bem treinado também. Tenho minhas características, minhas qualidades e tenho que explorar isso. Deixar ele na defensiva e preocupado com o que posso fazer lá em cima. De um jeito ou de outro, tenho certeza que quem acompanhar a luta vai ver muita disposição e técnica - avisou.

Por: LANCEPRESS!
Foto: UFC

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