quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Weidman chama Belfort de "anão mental" e critica pedido por Muñoz

O campeão dos pesos-médios do UFC, Chris Weidman, estava se sentindo chateado por ter sofrido mais uma lesão que forçou mais um adiamento de sua luta contra Vitor Belfort, como foi anunciado na última sexta-feira. Sua pena em relação ao adversário terminou, porém, quando soube que o brasileiro recusou uma luta contra Lyoto Machida pelo cinturão interino para substituir o duelo principal do UFC 184, no próximo dia 28 de fevereiro, em Los Angeles. A incredulidade de Weidman só aumentou quando soube que a equipe de Belfort havia pedido por Yoel Romero ou Mark Muñoz, respectivamente sexto e 13º colocados do ranking da categoria, como adversários em seu lugar.

- (A lesão) É uma droga, porque Vitor, eu acho, é uma ótima luta para mim. Acabei de ouvir que ele queria enfrentar Mark Muñoz. Esse cara é um anão mental. Eu entraria lá e o venceria com qualquer coisa. Só precisaria conseguir me mover um pouquinho. Então, é uma droga a minha condição - declarou Weidman ao podcast "The MMA Hour", do site "MMA Fighting".

O que mais irritou Weidman, no entanto, foi o comunicado publicado pelo brasileiro nas redes sociais no domingo, defendendo-se das críticas por não aceitar Lyoto Machida e acusando o americano de adiar a luta entre eles três vezes por causa de lesão. O campeão lembrou que o primeiro encontro entre ele e Belfort, marcado para maio do ano passado, foi cancelado porque o brasileiro foi flagrado com níveis elevados de testosterona num exame antidoping surpresa.

- Primeiro, Vitor falhou num exame antidoping. É o segundo exame antidoping que ele falha. Normalmente, ele estaria fora por pelo menos um ano, mas acho que eles o testaram quando não havia um acordo para a luta, então eles não podiam puní-lo da forma que desejavam. Ele não estava licenciado. Então, o cara já é muito sortudo de não estar em apuros. Assim, ele foi condenado duas vezes por usar bomba a esta altura e não está percebendo isso. Eu entendo que ele não luta há muito tempo, mas isso é culpa dele. Eu lutei. Eu lutei em julho. Isso foi seis meses atrás, contra Machida. Esta (lesão) é muito infeliz, mas ele reclamar, um cara que está falhando exames antidoping e nem deveria lutar até fevereiro, porque falhou num exame em fevereiro ou março passado, isso é loucura para mim - argumentou.





Segundo o campeão, ele estava disposto a seguir na luta na data marcada, mas os médicos do UFC o vetaram. A lesão na costela é a segunda seguida de Weidman antes de enfrentar Belfort; em setembro passado, o americano sofreu uma fratura na mão, e precisou adiar o confronto marcado originalmente para dezembro com o brasileiro. A nova contusão gerou uma série de críticas e agressões verbais pelas redes sociais, o que Weidman considera injusto devido ao seu histórico.

- Estou sendo chamado de (frouxo). O negócio é que as pessoas esquecem facilmente. Na minha última luta, lutei com a mão quebrada, fratura confirmada. Eu enfrentei Alessio Sakara com aviso de duas semanas de antecedência, com uma costela quebrada, lesão confirmada. Na minha última luta, com a mão quebrada, eu não consegui fazer sparring ou sequer bater manopla três semanas antes, e mesmo no vestiário eu não podia bater manopla sem dor extrema e aguda por causa da mão quebrada. Aceitei enfrentar Demian Maia com 10 dias de antecedência e cortei 14,5kg em 10 dias. Quase morri cortando o peso. Aí, sofro uma lesão na qual mal posso me mover, e sou um (frouxo)? Passo de ser o cara mais casca-grossa do mundo a ser essa palavra. É engraçado como as pessoas mudam e esquecem rapidamente. Depois de me virem lutar novamente, quando eu arrasar o Vitor na próxima luta, eles vão parar com essa palavra por um tempo - disse o americano.

Por: Combate
Foto: Divulgação

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