sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Treinador de Werdum analisa duelo contra Hunt

No Rio de Janeiro para o UFC 179, o treinador Rafael Cordeiro dava instruções ao seu atleta Beneil Darius, que luta no Card, quando recebeu a notícia que Fabrício Werdum teria o neozelandês Mark Hunt como rival no UFC 180, em 15 de novembro, no México. Em entrevista exclusiva ao UFC, o treinador da Kings MMA analisou como será o confronto contra Hunt e encabeçou o mesmo discurso de Werdum: “Queremos o cinturão, não interessa contra quem seja”.

Rafael Cordeiro é apontado como principal responsável pela mudança de estilo de luta de Werdum: mais rápido, agressivo, apostando nos chutes e super confiante em seu muay-thai. Contra Mark Hunt, um veterano da modalidade, o brasileiro terá a oportunidade de mostrar que realmente aprendeu com o tarimbado treinador.
Velasquez lesiona, e Werdum lutará pelo título interino

Sobre uma possível luta contra Velasquez no futuro, Cordeiro espera que seu atleta já esteja com o cinturão e não faz questão que o desafio aconteça no Brasil. “Se chamarem, a gente luta até no Alaska”.

Confira a entrevista

Como você recebeu a notícia que o Werdum enfrentará o Mark Hunt?
Foi uma surpresa. Esperamos mais de um ano para enfrentar o Velasquez. Mas o MMA é isso, um esporte que tem contato o tempo todo. Esse garotos treinam forte, estão sempre sujeitos a lesões. O mais importante é que continuamos lutando pelo cinturão. Mudou o rival, mas não nossa mentalidade para conseguir ser campeão. Respeitamos o Mark Hunt, é um lutador que fez lutas excelentes.

Vai ser a luta para o Werdum definitivamente provar que se reinventou no muay-thai?
Gosto de treinar meus atletas para lutar contra strikes, é assim que desenvolvo meu jogo. Werdum vai, mais uma vez, testar seu muay-thai. E posso afirmar que vai chocar o mundo. Ele já surpreendeu todos nas lutas contra o Fedor Emelianenko e Travis Browne. Sabemos que o Werdum é melhor no chão, onde o Hunt é mais vulnerável. Mas vai colocar isso na cabeça dele. Werdum gosta sempre de se testar da forma mais complicada. Tenho certeza que ele vai provar que é o verdadeiro campeão.

O Werdum quase sempre é apontado como azarão, mas isso não deve se repetir nessa luta. Isso é bom ou ruim nos treinos?
Não existe a palavra azarão na minha academia. Esse esporte é muito competitivo, as chances são sempre iguais quando a porta do octógono se fecha. Sou um grande fã do Mark Hunt, aprendi muita coisa assistindo suas lutas - e talvez até use isso conter ele agora.





O Velasquez era o querido da torcida do México, mas agora deve ser o Werdum. Como é a sensação?
É muito importante quando os fãs lutam com você, gritam o seu nome. Mas dentro do octógono são apenas dois lutadores, o vencedor precisa estar mais concentrado para vencer. O Werdum já está treinando no México faz mais de dois meses. Ele é muito dedicado, abdicou de muita coisa para transformar seu sonho de ser campeão em realidade.

O Werdum pode ter vantagem na volta do Velasquez, que passará um bom período longe do octógono?
É muito difícil quando um atleta tem uma lesão e não pode lutar. Se você não está lesionado e fica sem lutar já é complicado, imagina sentindo dores. Muito atletas têm problemas com joelho, acho que ele precisará de um bom tempo para se recuperar. Sei que é difícil e não desejo isso para ninguém. Poderia ter acontecido com o Werdum ou qualquer outro lutador. Continuamos com a esperando de um dia ter a oportunidade de lutar contra o Velasquez.

No Brasil?
Quem sabe… Aceitaríamos em qualquer lugar, até no Alaska.

Por: UFC Brasil
Foto: Divulgação

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