sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Dedé Pederneiras exalta parte mental de Aldo e dá nota 11 para a última luta

José Aldo enfrentou o desafio mais duro de sua carreira no último fim de semana, no UFC Rio 5, e conseguiu sair vitorioso após cinco rounds de batalha intensa contra Chad Mendes. O campeão dos penas (até 66kg) da organização teve grande performance, apesar da grande pressão imposta pelo adversário, e manteve o cinturão da categoria. Para o treinador principal e empresário de Aldo, Dedé Pederneiras, a chave da vitória foi a parte mental do manauara:

- O Aldo tem uma cabeça muito boa durante a luta. Ele pode estar numa situação muito ruim, mas vai responder muito bem. Acho que a chave foi principalmente mental, do controle da luta. Ele sabia que, se a luta continuasse em pé, teria chance de finalizar ou estaria melhor do que o Chad. O Chad realmente impressionou a gente por ter ficado trocando aquele tempo todo. A gente esperava mais entradas de queda dele. Quando derrubou, foi surpresa, porque a gente achou que ele fosse querer ficar lá até o final. Mas depois o Aldo pegou o tempo e não foi derrubado nehuma vez mais. O Chad entrava, o Aldo defendia e caía por cima. O medo maior do Chad era se cansar tentando derrubar, mas ele segurou até o final e foi bem. Achei que a luta foi ótima para os dois lados - disse, em entrevista ao Combate.com.

O duelo está sendo tratado como um dos melhores, ou então o melhor, do ano de 2014. Perguntado sobre qual nota, de 0 a 10, daria para a luta, Dedé foi além:

- Eu dou 11 (risos). A luta foi realmente muito boa. O Aldo teve várias chances de acabar com a luta, mas não aconteceu. Crédito para o Chad Mendes, que foi bem do início ao fim. O combate foi ativo nos 25 minutos.

O treinador concordou com a afirmação de que Chad Mendes sugou o melhor de José Aldo, que vinha sendo criticado por tirar o pé do acelerador nos duelos mais recentes:

- Com certeza. Você só vê o quanto um lutador pode dar se ele for pressionado. Se ele não for pressionado e ficar na zona de conforto dele, vai administrar e ganhar. Na verdade o Aldo tenta finalizar as lutas, mas os caras se defendem e correm da luta. Nessa o Chad Mendes veio para cima, e você vê que em diversas vezes ele quase foi finalizado. A maioria dos outros caras não faz isso, então não dão tanta chance para o Aldo finalizar.

Sobre o polêmico fim do primeiro round, onde José Aldo deu dois socos em Chad Mendes e quase o nocauteou logo após o sino indicando o fim do assalto ter tocado, Dedé preferiu não culpar ninguém. Ele ressaltou o fato de o barulho estar ensurdecedor naquele momento:





- Quem para a luta é o árbitro. O sinal pode tocar, o árbitro não escutar, e a luta transcorrer até que alguém pare. Se o árbitro não parou, não é culpa do Aldo. Ninguém escutou, porque o barulho estava demais. O Aldo em momento nenhum teve postura de burlar alguma coisa para passar do limite. Ele tentou finalizar a luta. Infelizmente foi naquele momento em que ninguém escutou o sinal de que faltavam 10 segundos (para acabar o round), muito menos o toque de terminar o round. O árbitro talvez tenha demorado a entrar, ou talvez tenha demorado a escutar o gongo. Também não culpo o árbitro por conta disso. Se tivéssemos mais 10 segundos seria ótimo, porque a luta teria acabado no primeiro round. O Chad caiu mal.

E a ideia que José Aldo tem em relação a subir para os leves (até 70kg)? Continua de pé? Segundo Dedé, ainda existem bons desafios nos penas, como Conor McGregor e Cub Swanson:

- O Aldo perde peso muito facilmente. Ele reclama, chora, mas é mais show dele do que realmente uma perda muito dura. A gente vai ver o que acontece no futuro. Acho que a categoria agora está recheada de grandes desafios. A gente fica na expectativa sobre o que vai ser melhor.

Por: Combate
Foto: UFC

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