quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Anderson justifica declínio brasileiro no UFC: “Não acompanhamos a evolução dos americanos”

Criado pela família Gracie, o MMA (antigo vale tudo), era dominado pelos brasileiros até pouco tempo atrás. O Brasil já chegou a ser dono de quatro cinturões no UFC, maior evento de MMA do planeta e, atualmente, o peso-pena (66kg) José Aldo é o único atleta tupiniquim a ostentar um título na organização.

Das nove categorias de peso do Ultimate, os americanos são campeões em oito e os brasileiros parecem estar perdendo cada vez mais espaço em um esporte criado por eles. Em entrevista coletiva, realizada nesta terça-feira (14), no Hotel Copacabana Palace, no Rio de Janeiro, Anderson deu a sua explicação para justificar a hegemonia dos americanos no esporte.

“É a evolução natural. Acho que é algo que acontece. Por exemplo, o Japão alguns anos atrás não tinha tradição. Depois que o Zico foi para lá e eles puderam fazer um intercâmbio, tudo mudou. O mesmo acontece com o MMA. Não acompanhamos a evolução dos americanos. Eu mesmo, nas minhas duas lutas, deveria ter evoluído muito mais do que evolui”, lamentou.

A maioria dos campeões do UFC tem como base algum esporte olímpico, como o wrestling ou o judô, e para Anderson Silva esse é o grande diferencial dos americanos.





“O atleta olímpico tem dentro dele um instinto de competição maior que o dos outros. É uma coisa que os americanos tem muito. A Ronda não é diferente. Você vê ela vencer por esse instinto, a evolução técnica é muito recente na vida dela. É o fator principal pra estarmos atrás. A Ronda é um fenômeno. O que tem de diferente nela e nos americanos é o lastro de competição olímpica”, concluiu.

Sem lutar desde dezembro de 2013, quando fraturou a perna em combate contra Chris Weidman, Anderson retorna ao octógono do UFC no dia 31 de janeiro de 2015, diante do americano Nick Diaz, em Las Vegas (EUA).

Por: Ag. Fight
Foto: UFC

Nenhum comentário:

Postar um comentário