segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Thiago Silva nega ter apontado arma à ex-mulher e a acusa de "armação"

Livre das acusações de agressão agravada por arma de fogo devido a um incidente em 6 de fevereiro, o lutador brasileiro Thiago Silva garantiu nesta segunda-feira que todo o drama dos últimos oito meses, em que passou 30 dias preso e chegou a perder seu emprego no UFC, foi fruto de "armação" de sua ex-esposa, Thaysa Kamiji. As queixas foram retiradas na quinta-feira passada, após a Justiça da Flórida afirmar que Thaysa não cooperou com as investigações e teria deixado os EUA. O peso-meio-pesado, já com nova namorada - que, segundo ele, está grávida e vai dar à luz uma filha no começo de 2015 - negou saber do paradeiro da ex-mulher e afirmou que a motivação por trás do caso seria uma discordância sobre os valores do divórcio entre eles.

- Eu não fiz nada. Ela disse que apontei uma arma para ela. Não apontei nenhuma arma, eu queria o divórcio, ela queria dinheiro. Eu não queria dar o dinheiro, e ela armou para cima de mim. Essa é a verdade. Só queria o divórcio, não queria ficar mais com ela. Ela pediu muita grana para se divorciar, eu disse não, aí ela inventou aquilo - declarou Thiago Silva em entrevista ao podcast "The MMA Hour", do site americano "MMA Fighting", nesta segunda-feira.

Na época do incidente, Silva foi acusado de invadir a academia de Pablo Popovitch em Fort Lauderdale, onde Thaysa treinava, e ameaçar atirar. Depois, voltou à sua casa e foi preso, após ter a casa cercada por oficiais da SWAT (unidade especial de táticas e armas da polícia) e ser atacado com armas de choque. Para o lutador, ele foi tratado desta forma por "medo", por ser um lutador profissional.

Em seguida, Thiago Silva passou 30 dias na cadeia, numa cela especial, até receber fiança. O lutador disse acreditar que ficou esse período emprisionado por ser "boa publicidade para a cidade".

- (A prisão) É como um banheiro de posto de gasolina. Imagine ficar 30 dias num banheiro de posto de gasolina. Foi assim que foi a cadeia. Mas tive muito apoio, do Glenn Robinson (seu manager), muitos amigos me visitaram. Tive 30 dias, não foi divertido, mas fiz - descreveu.

No mesmo dia em que foi preso, Silva foi demitido pelo presidente do UFC, Dana White, que afirmou que ele jamais lutaria novamente na companhia. No último fim de semana, após o lutador ser liberado das acusações, o Ultimate o readmitiu. O brasileiro disse ter mantido a fé por todo o processo, e disse entender a decisão de sua demissão na época de sua prisão.





- Não (me preocupei), porque eu sabia a verdade. Eu tinha que ser paciente. Você não quer pensar coisas estúpidas. Se você sabe a verdade, sabe que ela virá à tona. Eu acho que, se estivesse em sua posição, eu faria a mesma coisa, porque ele não sabia o que estava acontecendo. Não o culpei. Mas eu tive que ser paciente. O que mais poderia fazer? - explicou.

O peso-meio-pesado mostrou ainda ser o mesmo em relação à sua imagem perante o público, ao dizer que não se importa com a opinião dos outros sobre ele, e que espera que eles esqueçam do caso eventualmente. Por outro lado, disse ter aprendido com o período aprisionado, mas deixou escapar uma provocação ao mencionar seu aprendizado.

- Quando você está preso, você tem muito mais tempo para pensar nas coisas. Você está sempre aprendendo quando as coisas ruins acontecem. Aprendi a não confiar nas garotas (risos). Estou brincando. Com tudo de ruim que aconteceu comigo, vi quem é meu amigo de verdade, quem ficou comigo. Aprendi a pensar mais nas coisas antes de fazê-las. (Hoje em dia) Seria mais paciente - disse o atleta.

O retorno de Thiago Silva ao octógono, porém, deve demorar um tanto. O peso-meio-pesado rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho durante os treinos para uma luta pelo evento local Fight Time, que aconteceria neste mês, e passou por cirurgia há quatro semanas. Segundo o lutador, ele provavelmente voltará a lutar entre janeiro e fevereiro.


Por: Combate
Foto: UFC

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