quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Thiago Tavares: "Sofri problema sério na preparação para enfrentar Peralta"

Às vésperas de estrear entre os penas do UFC, o ex-peso-leve Thiago Tavares terá pela frente o americano Robbie Peralta no UFC em Bangor, no próximo sábado. Ainda um pouco distante do peso da categoria - está com 72kg, seis acima do limite de 66kg - o lutador conversou por telefone com o Combate.com e revelou que passou por um problema grave durante a preparação. O mistério, segundo Tavares, será revelado na sexta-feira, dia da pesagem do evento. Apesar de tudo, o catarinense está animado para a luta.

- Os treinos foram muito bons, fiz tudo igual ao que foi feito para as outras lutas, mas na última a lesão na coxa que me tirou do evento aconteceu pelo treinamento forte que estávamos fazendo. Pra essa luta aconteceu outro imprevisto que não posso falar o que é. Vou divulgar na sexta-feira um documentário em vídeo falando o que aconteceu. Eu mesmo filmei, ninguém soube de nada. A parada foi grave e forte, mas agora estou 100% fisicamente e pronto para lutar. Sei que essa categoria é muito mais rápida. Os lutadores têm quase a mesma força dos pesos-leves, mas uma agilidade maior. Me preparei para ganhar agilidade e resistência, sem perder meu jogo de força e de chão. Me sinto pronto e forte, mesmo ainda faltando 6kg pra bater o peso.

Diante de um adversário que jamais foi nocauteado, conquistou 13 de suas 18 vitórias por nocaute e perdeu apenas uma de suas últimas 13 disputas, Tavares acredita que não terá problemas para atuar em qualquer setor aonde a luta se desenvolva.

- A luta começa em pé, o chicote começa estalando ali em cima (risos). Se pudesse começar de joelho ou com o amiguinho dentro da minha guarda, pra mim estava bom. Mas treinei muito muay thai, boxe e wrestling para esse combate. O Peralta é um cara duro, nocauteou vários rivais no terceiro round, o que mostra que ele tem muito poder de nocaute e resistência física. Vou estar pronto para onde a luta for.

Perguntado o que poderia trazer de novo para os pesos-penas do UFC, Tavares não teve dúvidas em dizer que o seu jogo de chão pode ser uma arma eficiente diante dos novos rivais e, ao mesmo tempo em que rasgou elogios a José Aldo, o campeão da categoria no UFC, evitou falar em caminho para a disputa de cinturão.

- Eu quero continuar escrevendo a minha história. Não penso em cinturão, em José Aldo, nada disso agora. Penso no Peralta. Aldo é um ícone, me espelho muito nele, na concentração que ele mostra e no que faz no octógono. Na minha opinião ele está junto com o Cain Velásquez como os melhores do peso por peso do mundo. Mas o Aldo não é o meu problema. O Peralta é que é o meu problema hoje, e tenho que resolver. Acho que o meu jiu-jítsu é o meu diferencial. Ninguém quer trocar chão comigo. Luta é luta, vai que ele me finaliza... vai saber (risos). Mas ninguém quer fazer chão comigo. Sou daqueles caras que é difícil botar pra baixo. Me sinto confortável no meu jiu-jítsu e no meu judô. Ali é a minha casa.

Forjado no antigo Vale Tudo, Thiago Tavares é de um tempo em que não se escolhia adversários. Mesmo evitando apontar um rival para a luta seguinte a uma hipotética vitória sobre Peralta, o catarinense deixou escapar que gostaria de encarar |Conor McGregor ou Dennis Siver, pelo desafio que eles representariam.





- Não tenho ninguém em vista, não gosto de escolher lutas. Renovei meu contrato, e essa é a primeira de seis lutas do meu novo compromissoo, que é o meu quinto aqui. O UFC me valoriza muito, porque não tenho isso de medir distância, de estudar. Eu entro ali pra fazer o meu trabalho. Sou grato a eles por tudo que fizeram por mim, e quem vier está bom. Quero um outro atleta em ascensão, talvez um top 10. O Conor McGregor seria uma ótima luta, o Dennis Siver também. Mas não escolho adversário.  Fui eu que pedi o Khabib Nurmagomedov, e ele me deu uma surra (risos). Mas se ele desse mole eu podia pegá-lo também. Pra mim não tem isso. Eu quero desafios, treino pra isso. Quero alguém que me faça sentir vivo no octógono. Sou da geração anterior do MMA, comecei em 2002. Eu estreei no Vale Tudo quando ainda valia pisão na cabeça e tiro de meta - já tomei alguns desses. Era um round de dez minutos e dois de cinco minutos. Eu vim de lá, mas hoje o nível dos atletas é muito alto. Um top 20 de hoje seria o melhor do mundo dez anos atrás. O condicionamento dos lutadores de hoje em dia é de nível olímpico. Lutar hoje é mais difícil, e por isso temos que estar prontos para tudo - finalizou.

UFC: Bader x St. Preux
16 de agosto de 2014, em Bangor (EUA)
 
CARD PRINCIPAL

Peso-meio-pesado: Ryan Bader x Ovince St. Preux
Peso-leve: Gray Maynard x Ross Pearson
Peso-médio: Tim Boetsch x Brad Tavares
Peso-meio-médio: Seth Baczynski x Alan Jouban
Peso-pesado: Shawn Jordan x Jack May
Peso-pena: Thiago Tavares x Robbie Peralta
 

CARD PRELIMINAR

Peso-mosca: Jussier Formiga x Zach Makovsky
Peso-galo: Sara McMann x Lauren Murphy
Peso-médio: Sam Alvey x Tom Watson
Peso-mosca: Frankie Saenz x Nolan Ticman

Por: Marcelo Russio/Combate
Foto:  UFC

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