segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Dedé se rende ao MMA atual: "Ou pensa no show, ou fica para trás"

Renan Barão, José Aldo e os atletas da Nova União em geral sempre seguiram a cartilha de respeitar o adversário acima de tudo, conforme foram instruídos pelo mestre Dedé Pederneiras. Muito em função disso, eles talvez ainda não tenham conseguido na mídia e no bolso o destaque e os valores que merecem. Nos últimos anos, as provocações têm se intensificado como forma de chamar atenção para as lutas, e os maiores expoentes desse método vêm sendo muito bem recompensados. Chael Sonnen, por exemplo, disputou cinturão mais vezes do que deveria se analisarmos somente sua técnica, mas ao mesmo tempo colocou os números de pay per view nas alturas com sua polêmica verborragia.

Com o desenrolar dos fatos, Dedé entendeu que a realidade agora é outra e, mesmo contra sua vontade, viu-se obrigado a fazer mudanças na equipe nesse sentido. E Aldo deixou isso claro ao pegar pesado na troca de farpas que teve com Chad Mendes. Nesta entrevista ao Combate.com, o treinador contou que promoverá uma reunião com seus atletas para que todos definam uma nova forma de trabalho. Vender lutas deve passar a integrar os itens da cartilha.

- Não quero ver um atleta meu xingando, empurrando o cara, saindo na porrada. Não quero. Esse é meu lado esportivo, de treinador, professor. Eu me preocupo não só em colocar um atleta para ser campeão do UFC, mas também em ensinar a ele educação, caráter, coisas que ele leva para a vida inteira, independentemente da fase competitiva. Por esse meu lado, falo para você que não gosto dessas coisas e não incentivo. Agora, pelo outro lado, o do "business", a gente vai ter uma reunião aqui justamente para falar disso. Chegamos a um dilema hoje em dia: ou você entra para lutar num evento desse pensando no show também, ou você vai ficar para trás. Vamos nos reunir, todo mundo da equipe, e decidir que posição tomar a partir de agora. (...) É um lado que a gente não queria, mas que vende e que financeiramente vai valer a pena para eles.

Dedé Pederneiras recebeu a reportagem em seu escritório na academia Upper, onde fica a equipe Nova União, no bairro do Flamengo, no Rio de Janeiro, para tratar desse e de outros assuntos mais analíticos. Sobre o fato de o MMA ter dado uma estagnada no Brasil em relação aos últimos três anos, o técnico afirmou que o país precisa de mais campeões. O único brasileiro campeão do UFC hoje, por sinal, é José Aldo - e Barão tentará neste sábado retomar o título que perdeu em maio. E esse problema, segundo Dedé, dá-se pela cultura do povo verde-amarelo, acostumado a criticar mais do que apoiar.

- Eu acreditava no MMA, mas não acreditava que chegasse em tão pouco tempo ao nível que chegou hoje em dia. E acredito que vai chegar um dia ao mesmo estágio onde chegou o boxe. O problema é que, no Brasil, por mais que você tenha construído uma coisa muito sólida, tenha feito grandes campeões, a partir do momento em que eu não tiver mais campeão vou virar só mais um treinador, e os ex-campeões já terão virado uns m***, já terão deixado de ser "os caras". Enquanto está ganhando, colocam o cara como super-herói. Perdeu? Acabou, o cara é um lixo - declarou.

O líder da Nova União comentou ainda as próximas lutas de Barão e Aldo, nos UFCs 177 e 179, respectivamente. Em relação ao primeiro, disse que tem trabalhado principalmente o psicológico dele para que consiga entrar confiante na revanche contra TJ Dillashaw, no duelo em Sacramento (EUA), que ocorre no fim de semana. Dedé elogiou Junior Cigano, novo integrante do time e que ele acredita ser o melhor peso-pesado do mundo. E disse que a escolha de Duane Ludwig como melhor treinador do mundo no "Oscar do MMA" foi merecida, apesar de apresentar argumentos para não concordar com o resultado.

A seguir, leia a entrevista com Dedé Pederneiras na íntegra:

Combate.com: Olhando agora para a derrota do Renan Barão, três meses depois, você acha que foi acidente de percurso, uma coisa que acontece uma a cada 100 vezes?

Dedé Pederneiras: Não. Se eu achasse isso, estaria sendo louco e provavelmente iria me estrepar na próxima também. Acho que o Dillashaw veio com uma estratégia muito boa para a luta contra o Barão. Foi feliz de ter acertado um pombo daquele? Foi. Se pegar a luta até aquele momento, ele tocava e saía, o Barão tocava e ele saía. Acho que ele tocou mais vezes do que o Barão até aquele momento. Mas como ele estava andando para trás, e o Barão estava caçando ele o tempo todo, isso deixa uma luta bem igualada. Mas aí a mão entrou, e ele ganhou uma confiança que não teria até aquele momento. Tanto que ele estava com medo do confronto direto, estava tocando e fugindo o tempo todo para não ficar nessa.

A luta que o Dillashaw fez foi muito, muito boa. Você se surpreendeu? Achou que ele poderia competir naquele nível?

A verdade é a seguinte: aquela foi a melhor luta que ele fez na vida. Talvez ele nunca mais faça uma luta igual àquela. Ou talvez até faça uma melhor do que aquela, mas acho bem difícil. Acho que aquele era o dia dele. Deus chegou e falou: "Hoje vou te dar seu dia".

Como preparar psicologicamente o Barão, um cara que não perdia havia tanto tempo e sofreu uma derrota como aquela?

Acho que o principal são as conversas que a gente está tendo diariamente. Não só eu, como os outros treinadores também. É motivar e botar confiança na cabeça dele. Se o Barão entrar com a confiança que entra normalmente, a luta vai por um caminho. Se ele entrar sem confiança naquilo que sempre fez, vai para outro caminho, um caminho desastroso.

E você, pelo que conhece do Barão, está confiante que ele entrará bem de cabeça?

Sim. Lógico que em luta você pode mudar isso da noite para o dia. Se você toma uma porrada bem dada e não consegue encontrar o cara, existe uma frustração durante a luta. Aí naqueles intervalos você tem pouco tempo para tentar mudar isso. E o próprio cara tem que acreditar naquilo que faz.
 
O Team Alpha Male enfim ganhou da Nova União numa disputa de cinturão. Acha que eles evoluíram com todas as derrotas para vocês no passado?

A evolução de tudo é uma coisa constante. Nós estamos no topo há muito tempo. Todo mundo que entra na competição mira a gente. Então, os caras veem todo dia tudo o que a gente faz aqui, e nós não temos como fazer isso com todo mundo que está na categoria. Nós somos um ponto, e eles são vários pontos. A gente só se preocupa com um cara quando ele entra na linha de colisão, ou seja, você se preocupa com um cara por três meses, desde o anúncio da luta. Os caras estão se preocupando conosco há anos. Lógico que temos que melhorar fazendo o que já fazemos. Vejo várias lutadores de várias categorias diferentes fazendo coisas que o Aldo faz, e eles nitidamente copiaram, porque ninguém fazia. Isso é normal. Eles estão evoluindo e com certeza vão continuar evoluindo. Eles têm grandes atletas, grandes treinadores, suplementação adequada, um espaço muito maior do que o nosso, têm tudo na mão. Quer dizer, eles têm todas as vantagens, e a gente têm o coração e a vontade.

Quanto ao José Aldo, o que você achou da intensa troca de farpas com o Chad Mendes? Os atletas da Nova União não têm o costume de se envolver nessas polêmicas. Como você está vendo isso?

Cara, as pessoas têm que entender que o MMA hoje, o UFC principalmente, segue dois caminhos: tem o lado esportivo e tem o lado "business" muito grande. No lado esportivo, sempre aprendi e sempre transmiti a todos os meus atletas que você deve respeitar seu adversário independentemente de ter espancado o cara. Sempre tem que ser uma pessoa cordial e tratá-lo da melhor maneira possível. Só que esse modelo para o "business" não é tão atraente. Você vê pessoas chegarem à disputa de título muito mais com o gogó do que com a própria luta. Posso falar que está errado? Não posso. Pelo lado dos negócios, está totalmente certo. Pelo lado esportivo, não posso dizer que está tão certo. Não quero ver um atleta meu xingando, empurrando o cara, saindo na porrada. Não quero. Esse é meu lado esportivo, de treinador, professor. Eu me preocupo não só em colocar um atleta com nível de ser campeão do UFC, mas também em ensinar para ele educação, caráter, coisas que ele leva para a vida inteira, independentemente da fase competitiva. Por esse meu lado, falo para você que não gosto dessas coisas e não incentivo. Agora, pelo outro lado, o do "business", a gente vai ter uma reunião aqui justamente para falar disso. Nós chegamos a um dilema hoje em dia: ou você entra para lutar num evento desse pensando no show também, ou você vai ficar para trás. A gente vai se reunir, todo mundo da equipe, e decidir que posição tomar a partir de agora. Começa na internet, manda uma gracinha para o outro. Esse é o lado "business".

É uma coisa em que você não pensava anos atrás, mas com o desenrolar dos fatos está tendo que mudar o estilo.

Não pensava e não queria. Assim como uns 10 ou 12 anos atrás eu tive uma reunião com eles. A gente era uma academia de jiu-jítsu e resolveu migrar para o MMA. Falei para eles o seguinte: "Se vocês pensarem em só botar no chão e não trocar em pé, evento nenhum vai querer vocês. Ninguém quer ver um cara só agarrando, às vezes finalizando e às vezes não finalizando. No mercado que vocês estão entrando, que é o americano, os caras querem ver vocês saindo na porrada, trocando em pé. Se tiver queda, tudo bem, mas eles querem ver mais trocação". E a gente veio realmente investindo nessa parte de trocação, defesa e ataque de queda, e acabou dando certo. Então, essa reunião que vou ter com eles é para dizer que o mercado hoje não quer só que eles saiam na porrada em pé, quer que eles falem um monte de m*** do adversário, para chamar atenção do atleta em si e do mercado em geral. É um lado que a gente não queria, mas que vende e que financeiramente vai valer a pena para eles.

Você acha que o Chad Mendes melhorou muito a ponto de oferecer mais perigo ao Aldo do que na primeira luta? Ele passou a nocautear os adversários depois que perdeu no Rio de Janeiro em 2012.

Sempre achei o Chad muito duro, não só ele como todos os atletas do Alpha Male. Acho que ele evoluiu, está mais confiante na parte em pé, mas não vejo evolução só nele. Vejo uma evolução muito grande no Aldo. Ele nocauteou quatro vezes, mas dos caras que ele nocauteou só um ou dois eram ranqueados. Fez lutas boas? Fez. Mas daí a chegar e bater o campeão da mesma forma, existe uma diferença muito grande. Não estou dizendo que é impossível ele ganhar do Aldo. Ele tem a chance como todos que entraram lá tiveram. Só que acho que é um buraco mais embaixo. E a gente não sabe como vai estar a cabeça dele de lembrar que foi nocauteado pelo Aldo, que foi a única derrota dele até hoje, e de lutar no Brasil novamente, que é uma coisa que ele não queria. São fatores que a gente não sabe como vão pesar na cabeça dele, motivando ou desmotivando. Isso é uma incógnita que a gente só vai poder responder depois da luta.

Que nomes da categoria dos penas você destaca? Quem você acha que vai se manter lá em cima a ponto de disputar cinturão?

Acho que o (Conor) McGregor é um moleque que vai se manter ali. É um bom atleta. Acho que o Cub Swanson é um cara bem duro. O Frankie Edgar é um atleta muito duro nessa categoria. Acho que a categoria está recheada de grandes nomes, que têm chance de chegar ali a qualquer momento. O Dennis Bermudez também é um cara bem duro. Tem muita gente boa.

Você sempre treinou atletas mais leves. Agora com o Cigano, o que teve de mudar nos seus treinos para poder atendê-lo?

Nada. Meu treino é igual para todo mundo. A diferença é que a gente procurou trazer caras mais pesados para treinarem com ele. Independentemente de quem venha treinar aqui, a gente não tem que mudar uma estrutura por causa de uma pessoa. Nunca fiz para os meus atletas, muito menos para os que vêm de fora. Aqui todo mundo é igual. Claro que cada luta é uma luta, cada treino é um treino, mas de uma forma geral eu ofereço para o atleta de 52kg a mesma coisa que ofereço para o Cigano: wrestling, boxe, muay thai... E ele vai tentando se adaptar. Se tem um treino que não compensa para ele, a gente tenta ver outro treino, mas estruturalmente se mantém.

O que vê de diferente do Cigano que chegou na Nova União para o Cigano de hoje?

O Cigano é um cara que, quando chegou à minha academia, se machucou muito. Já veio com algumas lesões, e isso foi aumentando aqui. Mas, para mim, o Cigano é um cara que, se estiver treinado, não vejo ninguém ganhando dele. Não vejo o Cain, ninguém. Se ele estiver em plenas condições de luta, não vejo ninguém para ganhar dele.

Hoje você se sente um cara realizado por tudo que conquistou?

Realizado por onde eu cheguei, sim, porque eu não esperava que o esporte crescesse tanto. Eu acreditava no esporte, tanto que tinha uma equipe vitoriosa no jiu-jítsu e resolvi abandonar isso para investir no MMA, e pouca gente tem coragem de fazer isso. Eu acreditava no MMA, mas não acreditava que chegasse em tão pouco tempo ao nível que chegou hoje em dia. E acredito que vai chegar um dia ao mesmo estágio onde chegou o boxe. O problema é que, no Brasil, por mais que você tenha construído uma coisa muito sólida, tenha feito grandes campeões, a partir do momento em que eu não tiver mais campeão vou virar só mais um treinador, e os ex-campeões já terão virado uns m***, já terão deixado de ser "os caras". Enquanto está ganhando, colocam o cara como super-herói. Perdeu? Acabou, o cara é um lixo. Mas não é assim. Lá fora a ideologia é diferente. Se o cara foi campeão uma vez, aquilo fica com ele para o resto da vida. Aqui não, aqui ele é esquecido.

O povo brasileiro critica muito mais do que aplaude.

Sim, sim. O brasileiro quer um super-herói. Quer um vencedor para o resto da vida. Isso não existe no esporte. Aqui não tem a consciência de que o cara também perde. Aí, quando ele perde, é destruído. O Anderson Silva, para mim, foi o cara que mais elevou o nome do Brasil no MMA em popularidade. E depois que perdeu tacaram fogo nele, sem necessidade nenhuma. Com o Minotauro foi a mesma coisa. Foi campeão no Pride e no UFC, e hoje em dia tacam pau nele. A memória do brasileiro em relação não só ao esporte, mas também à política, é muito curta. Só lembram que o cara ganhou hoje. Se perder amanhã, esquecem tudo que ele já fez. Com político é pior. O cara rouba hoje, sai no Jornal Nacional, e daqui a dois anos está sendo eleito de novo. É uma memória muito curta.

Como você disse, esse "boom" do MMA foi bem rápido. Agora você acha que o esporte está um pouco estagnado. O MMA corre algum perigo por conta disso?

Vou te responder essa pergunta com outra pergunta: como você vê o tênis hoje no Brasil, sem o Guga? Não tem. Como você vê a Fórmula 1 sem o Senna? Não tem. A resposta está aí. Você tem que ter ídolo. Se no MMA não existir ídolo, vai acontecer a mesma coisa. Procuro sempre analisar tudo que faço pelo que já aconteceu em qualquer situação. Quando o jiu-jítsu explodiu no Brasil, na época eu fazia judô e já tinha treinado muay thai. Vi todos esses esportes terem um "boom" muito grande, os professores ganharem muito dinheiro, e depois murcharem. Todos os que souberam investir o que ganharam nesse momento de vacas gordas continuaram num nível de vida relativamente bom. Quem não soube investir e torrou tudo achando que aquilo nunca fosse acabar se estrepou. O MMA vai ser a mesma coisa. Se a gente não tiver um campeão, se não tiver Aldo, Barão, nenhum campeão, a tendência é diminuir. As crianças têm que ter um ídolo, os jovens e os adultos também. Se a gente não tem um campeão, pouca gente vai torcer para o Jon Jones. Sempre teremos os amantes de MMA, mas o novo, o cara que não conhecia e vai passar a conhecer, a gente não vai ter. O novo fã vai porque tem um brasileiro se destacando, ou vários brasileiros. Se isso não acontecer, vamos virar o tênis, a Fórmula 1.





Muita gente acha que você é o melhor treinador de MMA do mundo. O que o Dedé acha disso?

Acho que estou entre os melhores. Me achar o melhor é difícil falar. Mas acho que tenho muita experiência. Dentro do mercado atual, se não for o mais experiente, sou um dos mais experientes. Hoje minha equipe está se destacando dentro do UFC, mas ela se destacou no Japão, na Europa. Não faço isso há cinco anos. Meu primeiro atleta lutou no UFC 9, que foi o Rafael Carino, e ganhou. O UFC 9 foi em 1996. A maioria dos treinadores que está no mercado provavelmente tem menos tempo do que eu em questão de ter atletas vitoriosos.

E quem você coloca nesse grupo seleto?

Tem muita gente. É difícil falar uma pessoa e esquecer outra. Tem uma seleção de cinco que eles colocam no MMA Awards ("Oscar do MMA"), e acho que sempre faltam grandes treinadores lá. Falando de brasileiros, o (Luiz) Dórea é um grande treinador, o (Josuel) Distak também. Esse menino de São Paulo (Diego Lima) que está fazendo um trabalho na Chute Boxe é um grande treinador. São pessoas que não estão naquela lista, mas mereciam estar. Em vez de ser um grupo de cinco, deveria ser de 15. E a maioria dos que estão lá é treinador de cinco ou 10 anos para cá. Você vê uma equipe que coloca o atleta para competir só num lugar. Sou americano, e minha equipe só compete aqui. Sou um bom treinador? Sou. Mas quero ver a equipe que coloca os caras para serem campeões no Japão, na Europa, ou seja, rodar para ver como acontece. Tem que colocar o cara para rodar em tudo quanto é lugar, e o cara vencer em tudo quanto é lugar. Se pegar os treinadores que são sempre os escolhidos e analisar quem eles fizeram campeões pelo mundo, talvez essa lista diminua.

E o que você achou de Duane Ludwig ter sido eleito o melhor treinador do mundo?

Cara, foi merecido. Ele está fazendo um grande trabalho, chegou a colocar vários atletas ano passado para disputar cinturão. Este ano foi a prova de que ele é um grande treinador, fez o TJ campeão. Você vê a melhora nítida do pessoal do Alpha Male na parte em pé. Eu talvez poderia ponderar em algumas coisas. A votação é feita anualmente, então quando você coloca anualmente, não vi melhor equipe nem melhor treinador do que a gente no ano passado. Porque no ano de 2013 a gente tinha dois campeões no UFC e um no Bellator, coisa que nenhuma equipe tinha e nenhum treinador tinha. Então, talvez minha única discordância pudesse ser essa. Agora, em relação a méritos de quem ganhou, não tenho dúvida que ele merece.

Por Ivan Raupp/Combate

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