terça-feira, 1 de julho de 2014

"Quero mostrar que mereço o Top 10 do UFC", diz cearense Caio Monstro

Já são oito vitórias nas nove lutas que disputou no MMA. Quatro por nocaute, três por finalização e uma por decisão dos juízes. O cearense Caio Monstro vem de três vitórias seguidas no UFC, mas não quer parar por aí. Um dos destaques da categoria peso médio, o sobralense tem uma meta: Top 10.

- Quero mostrar que eu mereço estar no Top 10 da minha categoria do UFC. Ficar naquele "bolo", a qualquer hora poder lutar com um cara que está com o cinturão. Quero estar bem no ranking do UFC para mostrar meu trabalho - afirmou.

Caio Magalhães vem de duas lutas em datas bem próximas. Em dezembro, encarou o canadense Nick Ring, e em abril deste ano, já lutou contra o americano Luke Zachrich. A próxima luta ainda não tem data definida, mas Caio garante que se prepara para qualquer desafio que possa aparecer. A única vontade é disputar um UFC no Brasil.

- Tive duas lutas bem próximas. Estava sem lesão, daí ligaram para mim e atendi na hora o pedido deles (UFC). Quebrei a mão na última luta, mas venci por nocaute. Quero fazer mais duas lutas esse ano, mas ainda não há datas nem adversários. Até porque não me dou ao luxo de escolher adversário. Quero enfrentar alguém que esteja bem no ranking do UFC.

Os cearenses estão cada vez mais presentes no UFC. Godofredo Pepey, Diego Brandão, Rony Jason, Thiago Pitbull, Renée Forte e Caio Monstro. O sobralense demonstra satisfação ao falar do crescimento do MMA no país, em especial no seu estado.

- Depois que o UFC passou por aqui no Ceará, as pessoas procuram treinar mais MMA, conhecer o esporte. Atuando eu viajo para o interior, vejo pessoas que nunca treinaram, mas que acompanham e gostam. A gente vê que o crescimento aumentou muito nos últimos anos.





O lutador sabe que mesmo com o crescimento do MMA, ainda há pessoas que não o consideram como esporte. Por isso, através de projetos sociais e ações fora do octógono, o cearense busca levar o lado positivo do MMA para o público.

- A gente sempre tenta tirar essa imagem ruim que as pessoas no nosso dia a dia. Fazemos trabalhos sociais também para que as pessoas que estão começando agora vejam de maneira diferente que não somos aqueles lutadores que querem apenas se aparecer. A gente procura a cada dia dar o bom exemplo.

Caio Monstro recorda que a própria mãe não apoiava suas lutas no início da carreira. Hoje, entre risos, ele relata que ela sabe até mais do que o próprio lutador quando os outros brasileiros vão entrar no octógono.

- No começo, minha mãe não conhecia o esporte. Mas quando ela passou a entender, ela passou a gostar. Hoje, conhece vários brasileiros, como o Glover, Shogun, sabe quem são todos. Sabe, inclusive, quando eles vão lutar. Ela até me surpreende, às vezes - concluiu.

Por: Juscelino Filho/Globo Esporte
Foto: UFC

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