quinta-feira, 31 de julho de 2014

Nick Diaz, sobre enfrentar Anderson: "Começando a ficar com fome de luta"

Nick Diaz vai voltar de sua aposentadoria temporária para enfrentar Anderson Siva no dia 31 de janeiro de 2015, em Las Vegas, nos EUA. Mas engana-se quem pensa que o americano está contando os dias para pisar no octógono contra o ex-campeão peso-médio do Ultimate. Em entrevista coletiva por telefone nesta quarta-feira, Diaz afirmou que não gosta de lutar e que não está super empolgado para enfrentar Spider:

- Eu decidi voltar por conta das minhas opções de vida. Eles me ofereceram essa luta e eu queria falar de lutas interessantes para daqui a um ano ou para o ano que vem. Então, analisei os diferentes aspectos, sentei com eles e conversamos. Acho que vai ser a maior luta que eu poderia ter agora. Tive 37 lutas na carreira e, talvez, metade disso foi pelo UFC. Mas eu não gosto de lutar. Não uso essa palavra no esporte. Lutar não é algo que eu gosto de fazer, é algo que eu faço porque eu sinto que tenho que fazer. Há muito esforço e muito trabalho em ser um artista marcial e eu não recomendo a ninguém que siga carreira de lutador. Se eu estou empolgado com essa luta (contra o Anderson)? Eu diria que estou começando a ficar com fome de luta - explicou Diaz.

O californiano usou poucas palavras para falar sobre como acha que o combate será e afirmou que o fato de Anderson estar voltando de uma grave lesão não diminuirá em nada o perigo que o lutador trará no duelo.

- Não sei dizer o que vai ser.  Acho que vamos trocar bastante, mas a minha experiência no boxe é um pouco mais natural do que a dele. Anderson tem um estilo de chutar mais, é mais do kickboxing e frequentou muitas academias de boxe nos últimos anos em sua carreira no MMA. Mas você nunca sabe onde vai entrar. A vida não é uma caixa de chocolates.





Nick também explicou que nunca anunciou a sua aposentadoria definitiva do octógono e que aproveitou esse período "sabático" para melhorar o seu jogo e buscar respostas para coisas que não entendia no passado.

- Eu nunca disse que iria me aposentar. Eu só não tinha perspectiva. O que eu quis dizer é que eu não ia pegar nenhuma luta ou fazer nenhum favor a ninguém por um determinado período. Esse plano de aposentadoria é que eu precisava de um tempo de folga. E foi muito bom para mim fisicamente e mentalmente. Muito do meu treino tem sido feito na Califórnia e em Sacramento. Também fiz uns trabalhos em San Francisco. As pessoas que eu venho trabalhando aqui em Dallas têm feito um bom trabalho e implementando novas coisas ao meu camp. Nós tivemos muito tempo para falar sobre isso. Eu fiz muita coisa nesse ano parado, falei com muitas pessoas, entendi muitas coisas, fiz muitas conexões. Foi bom para mim. Eu não preciso de muito, posso sobreviver sem lutar. A questão é que eu quero fazer o melhor que posso como todo mundo. Hoje eu prefiro pensar dia após dia ou luta após luta.

O lutador ainda comentou suas declarações passadas de que só voltaria a lutar se recebesse uma chance ao título ou uma boa quantia em dinheiro. Ele se disse satisfeito com o novo contrato assinado com o UFC, que prevê mais três lutas.

-  Eu não posso reclamar do contrato que fiz. Estou feliz com o negócio.  Eu quero as maiores lutas que eu puder ter. Uma delas é a luta pelo titulo, porque com o titulo você se torna importante e eu me considero importante nesse esporte. Essa luta contra o Anderson é uma luta importante, vai vender ingressos e vai me ajudar a tomar conta da minha família. Também estou motivado a sobreviver a um camp de treinamento para uma luta.

O duelo contra Anderson vai ser na divisão dos pesos-médios (até 84kg), uma categoria acima da qual Nick costumava lutar no Ultimate. Mas o atleta explica que sempre foi mais pesado e que não terá problemas para bater o peso e lutar de igual para igual contra Spider.

- Eu estou bem pesado. Tento andar por aí pesando 88kg, mas devo estar pesando quase 90kg. É claro que não estou no meio de um camp de treinamento. Eu trabalhava muito duro para descer para 77kg quando lutava entre os meio-médios. Mas acredito que poderia lutar em qualquer categoria. Estou um pouco mais velho hoje, mas acho que poderia fazer uma luta em qualquer peso combinado na verdade. Meu irmão também tem essa facilidade.

Por: Evelyn Rodrigues/Combate
Foto: UFC

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