terça-feira, 29 de julho de 2014

"Luta com Aldo pode ser no Brasil ou na lua, vou vencer igual", diz Mendes

No último sábado, o presidente do UFC, Dana White, confirmou que a revanche entre José Aldo e Chad Mendes vai acontecer no Brasil no UFC 179, marcado para o dia 25 de outubro, no Ginásio do Maracanãzinho, no Rio de Janeiro. Adversário de Aldo no combate, Chad Mendes foi pego de surpresa com o anúncio, mas garante que já superou o fato de luta não acontecer em solo americano.

- Eu soube dessa confirmação pelo Twitter. Assim que acabou o card de San José, eu fui checar os comentários e vi que o Dana tinha anunciado que seria no Brasil. Então eu liguei para o meu empresário e foi assim que soubemos. Eu queria que essa luta fosse aqui nos EUA porque queria a minha família e amigos presentes nesse momento, que vai ser um dos mais importantes da minha vida. Queria que eles pudessem celebrar comigo. Mas Dana é o chefe e sabe o que está fazendo. Agora vamos comprar algumas passagens e o restante vai ter que se contentar em assistir pela TV. Faz parte. Essa luta pode ser no Brasil ou na lua que o resultado não vai mudar. Vou vencer igual. Na hora em que a porta do octógono se fechar, seremos eu e ele e não há nada que ele possa fazer para mudar isso. Eu sei que estou destinado a ser o campeão. Vai ter um gosto especial poder tomar o cinturão dele no Brasil - declarou o atleta do Team Alpha Male em entrevista ao Combate.com.

Inicialmente, a revanche entre Aldo e Mendes estava agendada para o dia 2 de agosto, em Los Angeles, mas o brasileiro machucou as costas durante uma sessão de treino,o que ocasionou o adiamento do duelo. Desde então, os dois adversários vêm trocando provocações por intermédio da imprensa. O americano acusou Aldo de estar fingindo uma lesão para fugir do confronto, e o atleta da Nova União respondeu questionando a boa forma do adversário, incluindo, em tom irônico, uma cutucada sobre os "suplementos" de que o americano faz uso. Depois de várias idas e vindas, Mendes se disse atônito com as repostas do campeão e acredita que o episódio lhe deu vantagem no jogo mental.





- Eu fiquei muito surpreso com o que ele disse, principalmente porque Aldo foi muito rude. Ele ficou bravo porque eu disse que ele estava fingindo que estava machucado e que estava correndo de mim, e fazendo uma manobra para levar essa luta para o Brasil. E agora a luta vai ser onde? Mas eu nunca vi o Aldo responder assim para ninguém. Ele falou muita coisa, perdeu a paciência. Isso foi algo muito grande para mim, porque eu vi que realmente entrei na cabeça dele. Uma coisa que eu aprendi nesse tempo todo de carreira é que, se o seu oponente perder a paciência, você já está na cabeça dele. No jogo mental, eu estou um passo à frente de José Aldo, sem dúvida alguma.

Chad Mendes ainda falou sobre os treinos, as dificuldades de adaptação ao Rio de Janeiro no primeiro duelo contra Aldo e a preocupação com os testes antidoping no Brasil.

Confira a entrevista na íntegra:

COMBATE.COM: Sua revanche contra José Aldo estava agendada para Los Angeles, mas ele se machucou e o duelo precisou ser adiado. O que mudou na sua rotina desde então? Como isso afetou o seu camp de treinamento?

Chad Mendes: Eu não parei de treinar desde que recebi a notícia. Continuo indo para a academia todos os dias. Tirei alguns dias de folga aqui, outros ali, mas continuo em camp. Tem sido um dos camps mais longos da minha carreira, mas não faz mal.  Não vou desistir agora que estou tão perto de realizar o meu sonho. Continuo treinando duro, tenho excelentes treinadores ao meu lado e estou muito confiante de que a minha vez chegou.

Você queria muito que essa luta fosse nos EUA, mas Dana White anunciou no último sábado que ela será no Brasil no dia 25 de outubro…

Eu soube dessa confirmação pelo Twitter. Assim que acabou o card de San José, eu fui checar os comentários e vi que o Dana tinha anunciado que seria no Brasil. Então eu liguei para o meu empresário e foi assim que soubemos. Eu queria que essa luta fosse aqui nos EUA porque queria a minha família e amigos presentes nesse momento, que vai ser um dos mais importantes da minha vida. Queria que eles pudessem celebrar comigo. Mas Dana é o chefe e sabe o que está fazendo. Agora vamos comprar algumas passagens e o restante vai ter que se contentar em assistir pela TV. Faz parte. Essa luta pode ser no Brasil ou na lua que o resultado não vai mudar. Vou vencer igual. Na hora em que a porta do octógono se fechar, seremos eu e ele e não há nada que ele possa fazer para mudar isso. Eu sei que estou destinado a ser o campeão. Vai ter um gosto especial poder tomar o cinturão dele no Brasil.

Você mencionou em algumas entrevistas que teve problemas de adaptação na primeira luta contra o Aldo no Brasil. Você teve dificuldade no processo de perda de peso, porque a comida brasileira tem mais sódio, fora a questão da adaptação ao fuso horário. O que fazer para que essas coisas não aconteçam novamente?

Eu pretendo chegar antes no Brasil para me adaptar à mudança de fuso horário. Devo chegar algumas semanas antes para poder treinar lá e estar plenamente adaptado ao clima e ao país até o dia da luta. Quando à comida, vou tentar levar o máximo de coisa que eu puder. O que eu não puder levar, vou comprar lá. Mas isso é detalhe. Eu já lutei no Brasil uma vez, já sei como é. Não devo ter maiores problemas desta vez. Nada vai me fazer perder o foco.

Desde que a revanche entre você e Aldo foi adiada, vocês trocaram algumas provocações através da imprensa. Você ficou surpreso com a reação dele às coisas que você disse?

Eu fiquei muito surpreso com o que ele disse, principalmente porque ele foi muito rude. Aldo ficou bravo porque eu disse que ele estava fingindo que estava machucado e que estava correndo de mim, e fazendo uma manobra para levar essa luta para o Brasil. E agora a luta vai ser onde? Mas eu nunca vi o Aldo responder assim para ninguém. Ele falou muita coisa, perdeu a paciência. Isso foi algo muito grande para mim, porque eu vi que realmente entrei na cabeça dele. Uma coisa que eu aprendi nesse tempo todo de carreira é que, se o seu oponente perder a paciência, você já está na cabeça dele. No jogo mental, eu estou um passo à frente de José Aldo, sem dúvida alguma.

Você também mencionou que estava preocupado com o teste antidoping no Brasil. Aconteceu alguma coisa na primeira luta entre vocês para você levantar essa suspeita?

Nada aconteceu. É que aqui nos EUA, eu sei que nós dois seríamos submetidos a testes surpresa antes da luta. Aqui eles não fariam só o teste no dia do duelo. No Brasil, eu nem sei como essa coisa de teste antidoping funciona, não sei nem se eles fazem testes surpresa. Não acho que vamos ser testados com o mesmo rigor. Deve haver algum motivo para o Aldo querer tanto levar esse duelo pro Brasil. Eu quero que essa luta aconteça em condições iguais para ambos os lados. Só quero que seja uma luta em condições justas.

Como você acha que essa revanche vai ser diferente da primeira luta entre vocês?

Vai ser totalmente diferente. O palco pode se repetir, a cidade e o adversário também, mas engana-se quem pensa que eu sou o mesmo lutador de dois anos atrás. Eu melhorei meu jogo, estou mais forte, mais rápido, mais completo. Nocauteei quatro dos meus últimos cinco adversários, trabalhei muito para melhorar os meus pontos fracos. Quando nós nos enfrentamos pela primeira vez, o Aldo era maior do que eu, tinha uma vantagem física. Hoje essa vantagem não existe mais. Fora isso, com o (TJ) Dillashaw nós desvendamos o diagrama da equipe Nova União. Eu sei que Barão e Aldo são lutadores diferentes, mas eles treinam junto, têm uma mesma metodologia dentro do octógono. Acho que agora temos o mapa da mina.

Defina o José Aldo em uma palavra.

Vítima. (Risos) Minha próxima vítima!

Defina você mesmo em uma palavra.

Campeão.

Como você acha que vai ser a segunda luta entre TJ Dillashaw e Renan Barão?

Eu acho que essa luta vai ser muito parecida com a primeira. É um novo duelo, mas a primeira luta ainda está muito recente. É muito difícil você mudar uma estratégia de treinamento ou um camp inteiro em tão pouco tempo. TJ está muito confiante porque foi muito dominante por todo o duelo. Uma vez que você vence com tanta superioridade, passa a ter uma vantagem mental sobre o seu adversário. Acho que o TJ leva essa luta com tranquilidade.

Por Evelyn Rodrigues

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