quinta-feira, 12 de junho de 2014

O melhor (e o pior) de Chael Sonnen

Quer você goste ou não, uma coisa ninguém pode negar: Chael Sonnen sempre mostrou o melhor e o pior dele no UFC. O lutador anunciou quarta-feira que pendurará as luvas aos 37 anos, após falhar em exame antidoping pré-luta e ser cortado do confronto contra Vitor Belfort, agendado para o UFC 175, que acontece dia 5 de julho.

Sonnen nunca teve estilo vistoso, mas sabia usar as habilidades da luta olímpica - sua modalidade original - para complicar a vida dos adversários nas arenas de luta. Em 2005, iniciou a caminhada no Ultimate com derrota para Renato 'Babalu' Sobral por finalização com um triângulo (ou estrangulamento com as pernas), golpe clássico do jiu-jitsu que seria o grande ‘calcanhar de Aquiles’ da carreira do norte-americano no MMA.

Com atuações irregulares, Sonnen engata vitórias sobre alguns nomes de menor porte, depois flutua por outras organizações - como o extinto WEC -, até retornar ao Ultimate em definitivo, em 2009. Ele encara o brasileiro Demian Maia, e mais uma vez acaba derrotado por um triângulo.

Após três vitórias seguidas, Sonnen tem a primeira chance de cinturão dos médios em 2010, contra Anderson Silva, na antológica luta da edição 117. Após fazer campanha de marketing sem limites e provocar o brasileiro de todas as formas – algumas declarações que beiraram até o xenofobismo – o norte-americano foi superior durante mais de 23 minutos no combate ao cravar Anderson com as costas no solo e aplicar quase 300 golpes. Mas – novamente – acaba finalizado por um triângulo, a pouco mais de um minuto para o fim do último assalto.

Após a derrota, Sonnen é pego no antidoping por excesso de testosterona não relatado previamente para a Comissão Atlética, mas alega sofrer de hipogonadismo. Ele tem a licença de lutador caçada, mas reduz a pena de um ano para seis meses.

Neste período, o lutador alimenta sem parar o mito do 'quase', por ser o cara que mais complicou a vida do, na época ainda imbatível, Anderson Silva. Sonnen alega ser o campeão por direito e concede entrevistas com uma cópia do cinturão alegando ser o oficial.





Na volta ao octógono, vence Brian Stann e Michael Bisping e inicia nova campanha pesada para a revanche com Anderson. Desta vez, ofende até a família do ‘Spider’, ao dizer que sempre ia à casa do desafeto quando este não estava, e dava um tapa no traseiro da esposa  do campeão enquanto ela cozinhava para ele.

O tira-teima acontece no UFC 148, em 2012. Desta vez, Anderson vence por nocaute técnico no segundo assalto. O brasileiro trata de selar a paz com o adversário, e até o convida publicamente para um churrasco em casa.

Sonnen então muda o foco, sobe para a categoria 93kg e protagoniza o TUF 17 contra Jon Jones. Ele disputa o título meio-pesado na edição 159, em 2013, quando é rapidamente nocauteado pelo campeão e computa a segunda derrota consecutiva em disputas de cinturão pelo UFC.

O novo alento da carreira vem no Fight Night em Boston. Sonnen finaliza Maurico Shogun com uma guilhotina, ainda no primeiro assalto. Na sequência, perde para Rashad Evans por nocaute técnico, também a etapa inicial.

No começo de 2014, Sonnen se torna um dos treinadores da terceira edição do TUF Brasil ao lado de Wanderlei Silva. Com mais momentos de rivalidade explícita, os dois brigam na casa do reality show e são repreendidos severamente por Dana White. Nesse meio-tempo, Wand machuca a mão e o combate muda do TUF Brasil Final, em São Paulo, para o UFC 175, em Las Vegas. Mas o 'Cachorro Louco' não realiza um teste antidoping surpresa, é retirado da luta e substituído por Vitor Belfort.

No fim de maio, Sonnen comparece ao TUF Brasil Final, no Ginásio do Ibirapuera e acompanha os combates de alguns ‘pupilos’ do programa. Duas semanas depois, é pego no antidoping pré-luta e culpa o veredicto do teste em virtude ‘problemas de fertilidade’. Ele resolve então se aposentar após 17 anos no MMA, com 29 vitórias, 14 derrotas e um empate.

Por: UFC Brasil
Foto: Divulgação

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