quarta-feira, 16 de abril de 2014

Santiago admite que ainda sente dor no punho, mas quer voltar a lutar logo

A esperada estreia do "argentino gente boa" Santiago Ponzinibbio no UFC não saiu como o esperado, e ele acabou derrotado pelo americano Ryan LaFlare em novembro de 2013. O peso-meio-médio (até 77kg) vinha de uma fratura complicada no braço direito causada na semifinal do TUF Brasil 2, onde derrotou Léo Santos, mas a lesão posteriormente o tirou da final do reality show - Léo entrou em seu lugar e foi campeão ao bater William Patolino. Alguns meses após o revés na estreia, Santiago admitiu que ainda sentia - e sente - fortes dores no punho. E garante que não foi só esse o problema:

- Eu parei para analisar e acho que não foi um fator determinante, e sim um somatório de coisas. Eu estava vindo de uma lesão muito grande, fiquei um tempo parado. Não foi brincadeira. Ainda estou com dor no pulso (punho). A lesão foi grave, fraturei o rádio em dez partes. A estreia também pesa. Foi um somatório de coisas, e naquele dia isso não me deixou mostrar o atleta que sou. Aquele não era meu dia. Eu não estava bem. Mas não quero ficar dando desculpa. O cara (Ryan LaFlare) é duro e foi bem. Não era meu dia - disse ao Combate.com.

Perguntado se essa dor no punho o deixa restrito em algumas coisas durante os treinos, Santiago disse que sim. E contou que pretende ir mais afundo para tentar solucionar essa questão:

- Sim, fica um pouco (restrito). É fogo. Vou fazer um estudo no pulso para ver como posso tratar, ver onde está a origem dessa dor. Eu nunca pensei que fosse durar tanto. Nunca tinha quebrado um osso do corpo, nunca tive lesão. Não esperava que fosse demorar assim.





Apesar das dores, a vontade de lutar fala mais alto, e Santiago quer voltar logo. Depois desse retorno, caso realmente seja preciso, irá tratar das dores crônicas no punho. O argentino, por sinal, deveria estar no card do UFC em Orlando (EUA), neste sábado, mas saiu do evento e deu lugar ao brasileiro Hernani Perpétuo contra Jordan Mein após se lesionar nos treinos. Dessa vez, pelo menos, a gravidade foi bem menor:

- Já estou bem, treinando bem. Me lesionei treinando chão, quebrei dois dedos do pé. Não foi uma coisa muito grave. Parei por três semanas quando estava começando o camp. Aí eu só teria duas semanas para treinar forte. Achei melhor não arriscar. Acho que seria pouco profissional para o nível que a gente está tendo que desenvolver hoje em dia no UFC. Não dá para você treinar tão pouco tempo. Agora estou livre e já pedi para marcarem minha luta. Quero lutar em maio, o quanto antes.

Santiago diz que não mostrou quase nada ainda após o The Ultimate Fighter Brasil. Mas isso é passado, e a motivação está em alta:

- Fiquei bem chateado com a última luta. Não tanto pelo resultado, porque perder faz parte, mas fiquei muito triste porque não mostrei o atleta que sou. Não mostrei nem 20% do que posso fazer lá dentro do octógono. Foi isso que me deixou magoado. Mas já virei a página, aprendi bastante e amadureci. O que eu quero é lutar, fazer uma grande luta. Estou treinando muito.

Por: Evelyn Rodrigues e Ivan Raupp/Combate
Foto: Ivan Raupp

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