terça-feira, 8 de abril de 2014

Rodrigo Minotauro, Thales Leites e Rani Yahya subirão ao octógono nesta sexta

O UFC Fight Night acontece nesta sexta-feira (11), em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, com três brasileiros no card. Na luta principal da noite, Rodrigo Minotauro e Roy Nelson promovem duelo regado a experiência e queixo duro por todos os lados.

Nos médios, Thales Leites encara Trevor Smith em busca da terceira vitória consecutiva pela organização. Nos galos, Rani Yahya terá pela frente Johnny Bedford.

Confira as análises dos três combates e deixe o palpite sobre vencedores (ou perdedores) na área de comentários.

Rodrigo Minotauro x Roy Nelson

A colisão de estilos promete particularidades interessantes. Um dos nomes mais conhecidos do MMA moderno, o brasileiro é um dos grandes finalizadores do esporte e sempre chama atenção no quesito superação.

Pode-se esperar de Nelson aquilo de sempre: sangue, suor, barba, mullets, pança e coração. Com as famosas bombas de direita em formato de overhands ou cruzados sempre em dia, o gordinho mais famoso do UFC não está em boa fase e vem de duas derrotas consecutivas. Mas a plena capacidade de surpreender ainda tem de ser levada em conta a cada ação dentro do octógono.





Minotauro sabe que colocar o adversário no chão para trabalhar as habilidades e submissões mais que polidas no jiu-jitsu é o caminho mais seguro para alcançar a vitória, mas pode também ousar e apostar na maior envergadura para controlar a distância e encaixar os melhores golpes em pé.

Se a luta realmente pender para o striking, o brasileiro tem de ficar atento para não repetir as falhas que geralmente demonstra na guarda (abaixa demais as mãos), além da pouca movimentação do tronco no momento dos ataques, que pode torná-lo alvo mais fácil para as pedradas em contragolpes disparadas por Nelson. O norte-americano tem repertório de golpes básico e peca na falta de atleticismo, o que pode ser crucial neste combate de cinco assaltos.

Thales Leites x Trevor Smith

Após disputar o cinturão dos médios e perder (por pontos) para o então campeão Anderson Silva, em 2009, o lutador carioca deixou o UFC no mesmo ano e retornou apenas em 2013. Na nova fase, tem conquistado espaço com estilo mais maduro e cerebral.

Dono de um dos padrões de luta agarrada mais confiáveis da divisão, Leites tem incorporado técnicas mais coesas em pé, mas ainda as mantém secundárias. Smith pode não ser lá dos lutadores mais técnicos, mas desconta no estilo neutralizante e de controle incansável nos clinches. Assim, as ações na luta agarrada devem ser inevitáveis durante os 15 minutos de combate. Na última atuação, contra Ed Herman (UFC167), o carioca deixou de lado qualquer aspecto mais plástico do combate e apostou na tática pura para brecar o adversário e faturar a vitória nos pontos. Será que vai repetir a dose?

Rani Yahya x Johnny Bedford

Avesso ao assédio da mídia, o atleta brasiliense e costuma realizar camps de treinamento misteriosos. O carro-chefe é o jiu-jitsu, onde reza pela cartilha do ‘básico bem treinado’. Tem como marca registrada raspagens e estrangulamentos, como o inusitado norte-sul, que já lhe garantiu vitórias importantes. Yahya vem de derrota para Tom Niinimaki, no TUF 18 Finale, fato que brecou a sequência de três vitórias consecutivas pela organização.

Bedford é um cara bastante dinâmico, com movimentação bem pensada e boas combinações de mãos e pés, além de jogo intenso de clinches e controle por cima. O solo é o caminho para o brasileiro tentar vantagens e o combate neste campo deve ser constante, mas o adversário tem defesas de queda bem treinadas e sabe tirar proveito de momentos oportunos nos clinches. 

Por: UFC
Foto: Divulgação

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