terça-feira, 15 de abril de 2014

Edson Barboza revela que pode descer de peso se o UFC quiser

A perda de peso para readequação dos lutadores em determinadas categorias é assunto cada vez mais comum no MMA. Não por acaso, nomes do calibre de Vitor Belfort, Lyoto Machida e Demian Maia já desceram de divisões durante os anos em que se apresentam no UFC visando não darem a vantagem de tamanho e força aos rivais.

Alheio a tal desvantagem, o carioca Edson Barboza se apresenta entre os pesos-leves (70 kg) da organização desde sua contratação, em 2010 e, de lá para cá, se acostumou a enfrentar rivais maiores. No entanto, este cenário pode mudar.

De acordo com o próprio Edson em conversa com a reportagem da Ag. Fight, ele não se importaria em perder mais alguns quilos para competir, digamos, em igualdade de condições com os atletas da divisão dos penas (66 kg). Mas, apenas, se o UFC quisesse.

“Se o UFC me fizesse uma proposta para descer, eu poderia descer, pois não tenho problema na perda de peso. Me sinto bem lutando na divisão dos leves e não penso nisso. Mas, se o UFC me fizesse uma proposta, descer de categoria não seria problema para mim”, revelou.





No entanto, no próximo sábado (19) Edson ainda enfrentará um adversário maior e mais pesado. O duelo contra Donald Cerrone, número oito do ranking oficial do torneio, fará parte do card principal do UFC on Fox 11 e colocará o número 11 muito próximo do TOP 10 da divisão.

Nada, porém, que aumente a pressão ou deixe Edson desconfortável ao analisar o maior desafio de sua carreira até o momento. “Não penso em ele ser mais pesado ou mais alto, sei que sou explosivo e tenho as habilidades para ganhar dele”, garantiu.

Acompanhe a conversa completa com Edson Barboza:

Ag. Fight - Edson, você vai lutar com o Cerrone, que costuma lutar em pé, assim como você. Acha que, desta vez, seu rival vai buscar a trocação o tempo todo ou vai tentar te levar para o chão?

Edson - É o que eu semper falo, isso é uma luta de MMA, as vezes as pessoas acham que cara do jiu-jitsu vão no chão, do muay thai vão lutar em pé, mas isso é MMA. Claro que o muay thai está nas minhas veias e eu não vou figir da trocação

Ag. Fight - Para este duelo, como você planejou seu camp? Treinou com o time do Frankie Edgar e Renzo Gracie mais uma vez?

Edson - Sim, agora eu faço parte desse time. Estou com eles há quase dois anos. Eu trouxe meu parceiro de treino Marlon Moraes e meu mestre de muay thai, Anderson Franca, vem sempre quando temos lutas. Esse é um time que se encaixou perfeitamente no que eu estava precisando, não somente profissionalmente, como pessoalmente também. Profissionalmente, porque o Ricardo Almeida, (treinador de jiu-jitsu) faz um trabalho incrível com a minha parte de chão, meu head coach e treinador de boxe, Mark Henry, é sensacional, ele está sempre organizando a planilha de treinamento, vendo as estratégias e, eu posso dizer, que desde a primeira vez que nós treinamos juntos, nós já nos entendemos muito bem. O Renzo é o Renzo, ele é sensacional em tudo. Eu me adaptei muito ao time deles, o Frankie também me recebeu muito bem, e a gente treina muito duro junto, sempre puxando ao máximo um ao outro. E pessoalmente, eles me acrescentaram como pessoa, nosso time cresce junto, somos realmente como uma família.

Ag. Fight - Você preparou algo de especial para esta luta?

Edson - Não preparei nada especial, eu venho treinando o que eu sempre treino. O que mudou foi o nosso plano de jogo que nós fizemos em cima do Cerrone.

Ag. Fight - Em sua última apresentação, você passou um sufoco contra o Danny Catillo, que fez lembrar aquele primeiro round contra o Jamie Varner. Foi um erro seu? O que fazer para que isso não se repita?

Edson - Sim, pareceu aquela luta. Acredito que no MMA, um detalhe pode fazer a diferença. Mas eu consegui me recuperar muito bem, graças a Deus. Eu estava muito preparado para aquela luta. No final do primeiro round, eu já estava recuperado, e quando eu fui para os corners, o Ricardo falou para eu soltar meu jogo que eu precisava vencer os próximos rounds. E foi o que eu fiz. Eu sabia que vencer aquela luta seria importante para mim, para conseguir uma grande luta e seguida, e eu coloquei tudo o que eu podia para vencer aquela luta. Eu sei que tinha muita gente torcendo por mim, e eu senti toda essa energia. MMA é isso, eu sentei com meus treinadores e vi o que eu errei para que isso não se repita, eu aprendi muito com essa luta, essas lutas duras são aquelas que a gente mais aprende. Graças a Deus eu consegui a vitória e em cada luta eu me torno um lutador melhor.

Ag. Fight - O Cerrone eh um cara mais pesado do que você. É de se esperar que ele tente usar isso a favor dele. Treinou algo de específico para driblar essa desvantagem?

Edson - Eu não penso em ele ser mais pesado ou mais alto, eu sei que sou explosivo e tenho as habilidades para ganhar dele.

Ag. Fight - Em nossa última conversa, você disse que poderia pensar, no futuro, em descer de divisão. Você chegou a conversar isso com seus treinadores? Essa possibilidade existe a curto prazo?

Edson - Se o UFC me fizesse uma proposta para descer, eu poderia descer pois não tenho problema na perda de peso. Eu me sinto bem lutando na divisão dos leves e não penso nisso. Mas se o UFC me fizesse uma proposta, descer de categoria não seria problema para mim.

Ag. Fight - Uma vitória sobre o Cerrone pode te colocar entre os TOP 10? Com um cartel de 7 x 1 no UFC, acha que já está de hora de alçar voos maiores no octógono e enfrentar os melhores, assim como o Cerrone?

Edson - Eu estou focado nessa luta contra o Cerrone, e sei que uma vitória sobre ele, me coloca perto do cinturão. Eu estou no UFC para ser o campeão.

Por: Ag. Fight
Foto: Mauro dos Santos

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