terça-feira, 8 de abril de 2014

Barão: 'Calados levam o ouro, falantes a prata'

Detentor do cinturão dos galos do UFC, o brasileiro Renan Barão se prepara para defender pela primeira vez o título oficial da categoria desde a vitória por nocaute sobre Urijah Faber, na edição 169. Muitos esperavam que o próximo adversário do lutador potiguar fosse o compatriota Rafael Assunção. Mas a organização optou pelo norte-americano TJ Dillashaw.
Em pleno período de treinamentos para o desafio, que acontece no UFC 173, dia 24 de maio, Barão falou abertamente sobre mudanças bruscas no ranking e criticou o estilão boca aberta do futuro oponente, que tem mostrado confiança excessiva em declarações provocativas. “Falar até papagaio fala”.

Incomoda de alguma forma essas escolhas de oponentes? Você espera um adversário como o Rafael Assunção, mas de repente tem de enfrentar o TJ Dillashaw, que está em quinto lugar no ranking.

Não, ele (Dillashaw) tem mostrado bom trabalho também, vinha de quatro vitórias seguidas, fez luta duríssima contra o Rafael Assunção (perdeu na decisão dividida), e depois venceu o Mike Easton. Se não lutássemos agora, seria logo depois. Então nada me surpreende. Sempre falo que isso de casar combates é problema da organização, não meu. Enfrento quem vier. É meu trabalho.





Você fica ligado ou acompanha os próximos oponentes que pode ter pela frente?

Não ligo muito. Vejo quem está chegando mais perto, claro, porque em um futuro próximo posso dar de cara com qualquer um da categoria. Fico com o alerta ligado, mas sem me preocupar em excesso.

O Dillashaw é aluno do Urijah Faber, que você já venceu duas vezes. Acha que esse lance de ‘vingar o mestre’ pode servir como motivação extra?

Acho que sim, ele já está até falando demais. Aí tem de fazer demais também, quero só ver. No dia do combate espero que ele faça a metade do que disse. Falar até papagaio fala.
 
É até mais pressão para ele cumprir o que tem falado...

Com certeza. Uma coisa que aprendi com meu pai e professores é que os calados sempre ficam com o ouro e os falantes levam a prata. Faço meu trabalho quieto e prefiro ganhar ouro, sempre (risos).

O jogo do TJ é parecido com o do Faber, ou você o acha mais dinâmico?

Pelo que vi ele tem um jogo bem sólido, e que melhora a cada atuação Tem ótimo wrestling e também evoluiu bastante na parte em pé.

Outra coisa que ele tem dito muito é que o gás (resistência) dele será uma das principais armas para vencer. Dá para levar em conta?

Não dá muito para entender muito isso (risos). Já lutei cinco rounds outras vezes. Meu preparo físico sempre está em dia, nunca vai ser problema. Não sei se ele vai travar o jogo, não dá para prever. Tomara que ele venha para trocar golpes como tem falado, porque aí o combate vira show. E esse é sempre meu objetivo com os fãs.

Por: Denis Martins e Fernando Cappelli/UFC Brasil
Foto: UFC

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