quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

De volta aos leves, Rodrigo Damm aposta no gás contra Ivan Batman

Após mais de dois anos atuando entre os pesos-penas, o capixaba Rodrigo Damm volta à sua categoria de origem, a dos leves, para encarar Ivan Batman no próximo sábado, em Jaraguá do Sul-SC, no "UFC: Machida x Mousasi". Com três lutas no UFC - duas vitórias e uma derrota -, Damm revelou que a decisão de subir de divisão foi tomada em conjunto por médicos, empresário e treinadores, já que o corte de peso o deixava muito debilitado fisicamente.

- A decisão de eu voltar para a categoria dos leves foi tomada pelos médicos, meu empresário e meus treinadores. Eu ficava forte na categoria dos penas, mas sofria muito para bater o peso. O diagnóstico inicial foi de pedra nos rins, mas quando fiz mais exames foi detectado um sangramento nos rins, por eu estar treinando muito forte e com o organismo muito fraco pela perda de peso. Essa condição é característica dos maratonistas, pelo esforço excessivo com o organismo debilitado por uma dieta muito severa. Por isso, e por eu ter uma estrutura óssea muito pesada, eles acharam que eu devia subir de categoria - disse ao Combate.com.

O lutador relembra o corte do TUF Brasil 1, e explica que ali começaram seus problemas renais, por conta da constante necessidade de bater o limite de 66kg:

- Os meus problemas nos rins começaram no TUF. Até então eu lutava entre os leves, disputei o cinturão do Strikeforce com o (Gilbert) Melendez nessa categoria. Como no TUF só havia as categorias dos penas (66kg) e médios (84kg), eu decidi descer para os penas, e de lá para cá eu fiquei dois anos lutando nessa categoria. Mas no programa eu tive problema porque tinha que bater o peso a cada duas semanas. Eu nunca tinha feito cortes de peso a cada duas semanas. Depois do organismo reclamar duas vezes, achei melhor voltar para os leves.

Analisando seu desempenho nas duas categorias, Rodrigo Damm acredita que o diferencial contra Batman será o preparo físico:

- Entre os penas eu me sinto um pouco mais forte fisicamente que os adversários. Nos leves eu acho os adversários mais fortes ou mais altos que eu. Para a luta de sábado, contra o Ivan Batman, eu sei que ele perde bastante peso para lutar e é um pouco mais alto que eu. É um atleta de muita explosão e a quem eu respeito muito, porque quem está aqui é porque tem valor. Mas eu sou bom em tudo que ele é bom. Ele é bom de chão e eu também sou. Fui sete vezes campeão nacional de wrestling e campeão mundial de jiu-jítsu. E a minha trocação tem melhorado muito nas últimas lutas, contra o Mizuto Hirota e o Antônio Carvalho. Nós dois somos caras de chão, mas tudo pode acontecer. Eu estou pronto para trocar em cima. Quem estiver melhor preparado fisicamente vai ganhar essa luta. Sei que o Batman vem muito explosivo no primeiro round. Esse é o maior perigo dele. Mas no segundo round ele geralmente dá uma cansada. Se ele não souber controlar bem o gás pode se complicar. Eu treinei com o Rogério Camões, que é um absurdo. O cara tem feito a gente suar muito nos treinos, e posso dizer que na preparação física, eu, o Ronaldo Jacaré e o Erick Silva tivemos o camp mais duro de todos. Nós somos preparados para lutar três rounds e terminarmos a luta cansados. Se terminarmos bem, ele diz que alguma coisa faltou, porque tínhamos mais pra dar. Ele quer que terminemos a luta mortos de cansados, por termos lutado os três rounds intensamente.





Damm também revelou que o treinador Josuel Distak pediu que ele voltasse a ser agressivo como no começo da carreira:

- Se você olhar as minhas primeiras lutas, inclusive contra o Gasparzinho, já no UFC, eu fui bem agressivo. Conforme o tempo foi passando, efui estudando mais a luta, ganhando mais experiência e não indo mais tão afoito para decidir a luta. O Distak quer que eu volte a ser assim. Eu tenho a mão dura, minha estrutura óssea é pesada, e mesmo não sendo tão técnico na trocação, a minha pancada é forte. Na academia, lutando contra caras mais pesados, todo mundo sente quando a mão entra. Na minha última luta eu poderia ter sido mais agressivo do que fui, e pretendo voltar a lutar daquele jeito.

A constante pressão por resultados no UFC foi sentida por Rodrigo Damm após a derrota para Antônio "Pato" Carvalho no UFC 154, mas o brasileiro acredita que dar show no evento pode ser mais importante do que simplesmente vencer:

- Eu senti a pressão, e acho que, se tivesse perdido a minha última luta, o UFC teria me dispensado. Mas eles não têm buscado apenas vitórias, e sim grandes lutas. Tem lutadores, que não vou citar os nomes, que perdem mais do que ganham e continuam no UFC porque fazem grandes lutas. O que eles querem é o show, e é isso que eu vou buscar, independente da vitória.

O canal Combate fará a transmissão ao vivo do evento neste sábado, a partir das 22h (de Brasília), e também da pesagem, na sexta, às 16h.

UFC: Machida x Mousasi
15 de fevereiro de 2014, em Jaraguá do Sul-SC
 
CARD PRINCIPAL

Peso-médio: Lyoto Machida x Gegard Mousasi
Peso-médio: Ronaldo Jacaré x Francis Carmont
Peso-meio-médio: Erick Silva x Takenori Sato
Peso-meio-médio: Viscardi Andrade x Nicholas Musoke
Peso-pena: Charles do Bronx x Andy Ogle
 
CARD PRELIMINAR

Peso-leve: Cristiano Marcello x Joe Proctor
Peso-leve: Rodrigo Damm x Ivan Batman
Peso-leve: Francisco Massaranduba x Jesse Ronson
Peso-galo: Iuri Marajó x Wilson Reis
Peso-pena: Felipe Sertanejo X Maximo Blanco
Peso-meio-médio: Ildemar Marajó x Albert Tumenov
Peso-pena: Douglas D'Silva x Zubair Tuhugov

Por: Ivan Raupp e Marcelo Russio/Combate
Foto: Ivan Raupp

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