terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Cormier faz alerta: 'Estou pronto para lutar o quanto antes. É só me ligarem'

A rápida vitória sobre Pat Cummins na sua estreia entre os meio-pesados deixou o invicto Daniel Cormier faminto por uma nova luta. Apesar de ter matado a fome literalmente em uma rede de fast food, o lutador disse que se manterá em forma e no peso para o caso de ser requisitado a substituir algum lutador que eventualmente se lesione nos próximos meses.

- Quero me manter no peso, havendo ou não uma luta para mim. Não posso me afastar muito do peso em que estou no momento, para não precisar fazer todo o corte de peso que tive que fazer para essa luta. Vou me manter o mais próximo possível do meu peso de luta. Gostaria de lutar logo, mas parece que todos os atletas de peso estão com compromissos firmados. Mas vou me manter pronto para o caso de ter de substituir alguém que se lesione e contra quem haja uma luta que faça sentido. Posso lutar a qualquer momento. Pode ser que haja grandes lutas para mim. Se alguém se machucar, é só me ligarem - disse Cormier ao site "MMA Junkie", fazendo alusão a Glover Teixeira ou Jon Jones, que estão em treinos para o UFC 172, que acontece dia 26 de abril, em Baltimore.

Com 14 vitórias em 14 lutas, Cormier disse que a cada luta que faz, se sente mais confortável. Tanto que chega a dizer que está com medo de si mesmo.





- A cada luta eu me sinto mais confortável. Estou com medo de mim mesmo. Fui do status de "muito nervoso" para o "completamente calmo". Contra Roy Nelson e Pat Cummins eu não senti nervoso algum. O que eu percebi mais claramente é que a minha força entre os meio-pesados me levou muito mais longe do que quando eu lutava nos pesados. Eu acertei Frank Mir 15 vezes com o mesmo uppercut com que eu machuquei Pat Cummins logo de primeira. O mesmo posso dizer de Josh Barnett e Roy Nelson. Os pesados simplesmente absorveram todos os meus golpes, enquanto Cummins foi demolido por apenas um ou dois deles. Minha força física vai me ajudar muito nessa nova divisão, porque nela eu não sou tão menor que meus adversários.

As provocações de Pat Cummins, um ex-companheiro de treinos na preparação da equipe americana de wrestling  para as Olimpíadas de Atenas, em 2004, incendiaram os ânimos de Cormier para a luta do último sábado, no UFC 170. O lutador, no entanto, nega que tenha levado a raiva para dentro do octógono.

- Obviamente, quando alguém traz a público o que aconteceu nos treinos, você acaba levando isso para o lado pessoal. Sofri muito naquela época, e isso me afetou. Mas quando entro no octógono eu não deixo as emoções me controlarem. Eu luto da mesma forma sempre, e é para isso que serve o período de treinos. Você pode me provocar o quanto for, e eu posso até ficar furioso na pesagem, mas eu nunca vou levar esse sentimento para a luta. Dentro do octógono eu estava tranquilo. A luta poderia ser contra qualquer pessoa, pouco importa. Eu lutaria da mesma maneira - finalizou.

Por: Combate
Foto: UFC

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